A 24ª Marcha de Orgulho LGBT+ em Lisboa realizou-se este sábado com a presença de milhares de pessoas voltando a fazer ecoar a palavra de ordem “nem menos nem mais, direitos iguais”.
Presente na ação, Mariana Mortágua afirmou à comunicação social que o Bloco de Esquerda ali estava para se juntar “a um país que se alegra para defender uma ideia muito sensata: que é a ideia de que todas as pessoas têm direito à felicidade, toda a gente tem direito a viver a sua vida, a amar quem quiser, a não ser perseguido por isso, a não ter medo do ódio, do ressentimento.
Trata-se de uma ideia que classificou como “forte”, que “move milhares de pessoas, acrescentando ser “a ideia da alegria de um país em que toda a gente tem felicidade, direitos plenos, capacidade, vontade de andar na rua sem ter medo”.
A coordenadora do Bloco não esqueceu que para além da marcha celebrar o “muito que foi conquistado” nos direitos LGBT+ ao longo dos anos, ainda há muito que “falta conquistar de visibilidade, de possibilidade de estar na rua”
Nem menos,
Nem mais,
Direitos iguais! pic.twitter.com/Hyb5Cm01AQ— Bloco de Esquerda (@BlocoDeEsquerda) June 17, 2023
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Organização salienta necessidade de garantir acesso da comunidade LGBTI+ ao emprego
E sobre o que falta conquistar uma das pessoas da organização, Lou Loução, destacou em declarações à Lusa a dimensão do “acesso ao trabalho”.
Para Loução “falta proteger estas pessoas” e “o primeiro passo seria garantir o acesso ao trabalho, prioritariamente, apoiar as pessoas trans e LGBT no acesso a espaços e locais de trabalho para que possam ter vidas estáveis”.
Outra das questões que preocupam a organização da Marcha de Lisboa é a do direito à habitação que também salientou, para além de criticar a falta de medidas que protejam as pessoas da comunidade LGBTI+.
Novo ataque em Évora
Sobre o caso de Évora, Lou Loução revelou que “hoje voltou a acontecer um ataque a uma exposição, algo que condenamos veementemente”, denunciando que “saímos à rua e somos atacadas, assediadas e não temos qualquer espaço de liberdade para existir”.