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Marcha de protesto dos mineiros chegou este domingo à Comunidade de Madrid

A "marcha negra" dos mineiros espanhóis chegou este domingo à Comunidade de Madrid, depois de uma caminhada de duas semanas que irá culminar numa manifestação no centro da capital, na quarta-feira, para protestar contra a reforma do setor.
A chegada à região de Madrid deu-se pelas localidades de Collado Villalba e por Alcalá de Henares, e as duas colunas vão confluir na noite de terça-feira na Porta do Sol, na jornada que antecede à manifestação de protesto, junto ao Ministério da Indústria. Foto Sergio Barrenechea/EPA/LUSA

Este domingo, a "marcha negra" dos mineiros espanhóis chegou à Comunidade de Madrid, depois de uma caminhada de duas semanas. Esta segunda-feira, os mineiros de Astúrias, Castela e Leão e Aragão continuam a sua marcha para a cidade de Madrid, onde chegarão na noite de 10 de julho. Na sua passagem, os mineiros têm tido grande apoio popular.

A chegada à região de Madrid deu-se pelas localidades de Collado Villalba e por Alcalá de Henares, e as duas colunas vão confluir na noite de terça-feira na Porta do Sol, na jornada que antecede à manifestação de protesto, junto ao Ministério da Indústria.

De acordo com a agência EFE, este domingo, mais de um milhar de pessoas juntaram-se no centro de Alcalá de Henares para receber a coluna dos mineiros de Aragão, acompanhando-os com canções e frases de apoio até à Praça de Cervantes, onde foi lido um discurso contra os cortes de 63 por cento nos apoios do Governo.

Um dos dirigentes sindicais, Manuel Royo, criticou o Governo por não respeitar os apoios acordados para o setor das minas de carvão no país.

O setor acumula 42 dias de greve contra o corte de apoios públicos que o Ministério da Indústria espanhol defendeu em várias reuniões mantidas nos últimos meses com as empresas e os trabalhadores.

Na sexta-feira, o ministro do Interior espanhol, Jorge Fernández Díaz, pediu “contenção e responsabilidade” aos mineiros em greve e envolvidos nos protestos contra a reforma do setor. A situação económica do país “obriga-nos a tomar decisões que não são de nosso agrado mas que não justificam atitudes violentas, que não vamos consentir”, disse na altura, Fernández Díaz.

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