O custo de vida elevado para quem trabalha em Portugal é um dos principais temas que Catarina Martins quer ver discutido na campanha eleitoral para as eleições presidenciais. “Uma candidata a Presidente da República não pode estar alheada de uma das maiores dificuldades do país, que são os preços. O da comida, o dos bens essenciais. As pessoas fazem contas para chegar ao fim de mês. As compras da semana cada vez são mais caras”, afirmou Catarina durante a visita ao mercado de Benfica, depois de ter gasto quase 30 euros em peixe, legumes para a sopa, alface e fruta.
“É preciso chamar a atenção para isso. Porque a política não pode ser sobre ela própria. Os políticos não podem passar a vida a falar deles próprios. Têm que falar, sim, da vida concreta das pessoas. E eu vim a um mercado, porque num mercado ainda se consegue comprar fruta e legumes, muitas vezes a um preço mais acessível do que noutros sítios”, acrescentou a candidata.
“Nós temos salários bem mais baixos do que a maior parte dos países da União Europeia e pagamos o mesmo quando vamos às compras. E portanto é preciso que este tema entre definitivamente na campanha presidencial. Porque um dos maiores problemas deste país são as faturas das compras, do supermercado, da luz, tudo cada vez mais caro. E isto tem de ser tema, porque nós precisamos que a política responda pela dificuldade das pessoas, prosseguiu Catarina, apontando responsabilidades aos baixos salários praticados no nosso país e à existência de “um oligopólio da grande distribuição” alimentar, com poucos grupos económicos a arrecadarem muitos milhões em lucros todos os anos.