A greve dos trabalhadores da Nobre, em Rio Maior, esta segunda-feira, contou com uma adesão superior a 90%, segundo um dos sindicatos que a convocou.
Os trabalhadores desta fábrica paralisaram pela quarta vez este ano em luta por um aumento salarial, e por um salário mínimo de 850 euros na empresa, pela atualização do subsídio de refeição para sete euros por dia, por um contrato coletivo da empresa, pela diferenciação por categorias profissionais, por 25 dias úteis de férias, 35 horas de trabalho semanal, direito ao dia de aniversário do trabalhador ou de filhos, pela atualização de diuturnidades e pelo fim da precariedade.
Esta forma de luta foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, Alimentação, Bebidas e Tabaco e contou com o apoio do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Alimentar. Diogo Lopes, do Sintab, em declarações à Lusa, esclareceu que “a adesão esteve entre os 90% e os 93%, tal como tinha acontecido na anterior. No turno da manhã, o maior, que conta com mais de 320 trabalhadores, estavam 33 a trabalhar”.
O mesmo dirigente sindical indicou que, na passada quinta-feira, a administração da empresa lhes comunicou que não faria quaisquer aumentos salariais porque já tinha aumentado os salários em janeiro. A isto responde o sindicato dizendo que o aumento de janeiro foi a atualização do salário mínimo nacional. Assim, a 11 de setembro mantém-se agendada a nova jornada de luta que já tinha sido decidida em plenário de trabalhadores.
Foi feita ainda queixa à Autoridade para as Condições do Trabalho porque a Nobre Alimentação contratou trabalhadores para substituir os que fizeram greve, de acordo com o sindicato.