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"Isto tem de acabar agora": agências humanitárias apelam ao cessar-fogo

Num raro comunicado conjunto, líderes de 11 agências da ONU e seis organizações humanitárias dizem ser "inaceitável" o ataque e cerco a uma população inteira e defendem o imediato cessar-fogo humanitário.
Destruição em Gaza após bombardeamento israelita.
Destruição em Gaza após bombardeamento israelita. Foto de Haitham Imad/EPA.

Os líderes de 11 agências da ONU e seis organizações humanitárias emitiram este domingo um comunicado conjunto a apelar a um cessar-fogo humanitário imediato na Faixa de Gaza.

"Uma população inteira está sitiada e sob ataque, não tem acesso ao essencial para sobreviver, é bombardeada nas suas casas, abrigos, hospitais e locais de culto. Isto é inaceitável", refere este apelo, sublinhando que apenas em 30 dias as Nações Unidas já viram morrer mais funcionários do que em qualquer outro conflito.

Os subscritores apelam ao respeito pelas leis humanitárias e a proteção das infraestruturas civis, à libertação imediata e incondicional dos reféns e à entrada da ajuda humanitária em Gaza de forma rápida e a uma escala que consiga responder às pessoas necessitadas, em particular as mulheres e crianças.

O apelo é assinado pelos Altos Comissários da ONU para os Direitos Humanos e para os Refugiados, pelos líderes da Organização Mundial de Saúde, UNICEF, Programa Alimentar Mundial, Organização Internacional de Migrações e outras organizações que integram o Comité Permanente Interagências, o fórum de coordenação humanitário mais antigo e de mais alto nível das Nações Unidas.

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