Desde o início da mais recente fase de bombardeamentos em Gaza e da invasão do território, 3.900 crianças palestinianas foram comprovadamente assassinadas pelo exército israelita e há mais 1.250 que estão desaparecidas, presumivelmente enterradas nos destroços dos muitos edifícios destruídos.
Os números são da ONU, que considera a situação “catastrófica” para as crianças no território, e que acrescenta que mais de 40% do total de mortes em Gaza são crianças. Em termos comparativos, entre 2008, o primeiro ano em que a ONU tem estatísticas sobre isto, e o passado mês de setembro, tinham morrido 859 crianças. Assim, nos últimos 29 dias, morreram em média 130 crianças em cada dia.
Este sábado à noite, as forças armadas israelitas voltaram a atacar um campo de refugiados, o agora o de Maghazi, no centro da Faixa de Gaza, causando mais 45 mortes e cerca de 100 feridos. Fontes no local, citadas pela Reuters, indicaram que a maioria eram crianças e mulheres.
Também na Cisjordânia se registam vítimas. A Autoridade Palestiniana confirma a morte de três jovensm dois “no ataque das forças de ocupação a Abou Dus” e um “morto pelas balas do ocupante israelita em Nouba, a noroeste de Hebron.
Entretanto, na atualização diária habitual, os militares do Estado sionista afirmam ter atingido mais de 2.500 alvos desde o início dos ataques. Apesar das amplas provas do contrário, insistem que os seus alvos serão “terroristas”.
Do lado egípcio, citado pela Reuters, chega a notícia de que, depois do bombardeamento na sexta-feira de uma ambulância, as evacuações de feridos através de Rafah para o Egito, assim como as de detentores de passaportes estrangeiros, foram suspensas.
Os protestos contra o governo israelita chegaram agora à porta da casa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu com centenas de pessoas a contestar a sua atuação. Na noite passada, houve quem tentasse passar as barreiras policiais e gritou-se “prisão já”.
Para além deste protesto, houve ainda no sábado outra manifestação em Telavive a apelar a um cessar-fogo e à libertação de reféns. Nessa, o número de participantes contou-se pelos milhares de acordo com as agências noticiosas internacionais. Também em Jerusalém houve manifestação responsabilizando o primeiro-ministro. E as famílias e amigos dos reféns, organizadas no Fórum das Famílias do Reféns e Desaparecidos, continuam a manifestar-se em frente ao Ministério da Defesa. Dizem que “não voltarão para casa até que todos os reféns estejam em casa”, declarou o Fórum das Famílias dos Reféns e Desaparecidos, que convocou a manifestação em Telavive, em frente ao Ministério da Defesa.