Intoxicação pela extrema-direita mostra o "embaraço dos defensores de uma lei das rendas cruel

22 de fevereiro 2024 - 15:18

Mariana Mortágua respondeu à nova investida da direita sobre o exemplo da sua avó, prometendo que "estamos aqui para defender as avós, para defender os idosos, para defender toda a gente que foi atacada por aquela lei cruel".

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Mariana Mortágua no almoço com ativistas laborais.
Mariana Mortágua no almoço com ativistas laborais. Foto Ana Mendes.

O impacto da lei das rendas do Governo PSD/CDS sobre os idosos na década passada voltou a ser tema de campanha, a propósito do exemplo dado por Mariana Mortágua no debate televisivo de Luís Montenegro, quando falou do sobressalto da sua avó quando recebia cartas do senhorio nessa época e dos muitos idosos que perderam a proteção contra os aumentos das rendas e os despejos se não respondessem à carta no prazo fixado.

Desta vez foi a revista Sábado que, sem nunca desmentir o que disse Mariana Mortágua no debate, publicou uma notícia sobre a casa onde vive a avó da coordenadora bloquista desde 1959, afirmando que a sua situação "não justifica sobressalto".

No almoço com ativistas laborais, Mariana Mortágua voltou ao assunto, afirmando que "a extrema direita está hoje a fazer a sua segunda tentativa de intoxicação desta campanha eleitoral" e que esta "é tão ridícula como a primeira" e terá "o mesmo destino": "Vai mostrar o embaraço dos defensores de uma lei das rendas que foi cruel, que atacou as pessoas e que estes partidos de direita querem voltar a aplicar".

Para a coordenadora do Bloco, "só alinha na campanha de extrema direita quem tem mesmo muita vontade de alinhar em campanhas de extrema direita. O que eu disse e mantive é que a minha avó viveu 69 anos na mesma casa. 69 anos. Tinha 80 anos quando descobriu que aos 85 a sua renda podia saltar. E isso teria acontecido se a “geringonça” não tivesse suspendido a aplicação da Lei Cristas e nenhum facto me desmente, pela simples razão de que tudo o que eu disse é verdade".

"Por isso, convençam-se de uma coisa. Nós estamos aqui para defender as avós, para defender os idosos, para defender toda a gente que foi atacada por aquela lei cruel. Lutamos pelo direito à habitação com a mesma garra, a mesma determinação, como lutamos pelo direito do trabalho. E sabemos que incomodamos, mas cá estamos para fazer essa luta sem vacilar um segundo", concluiu Mariana Mortágua.