Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV) fez saber esta quinta-feira que a partir do próximo dia 5 de outubro os trabalhadores das RTP estarão em greve ao trabalho suplementar e nos dias feriados.
O sindicato justifica a paralisação com o facto de a administração da televisão pública de televisão não ter feito caso de várias “tentativas e apelos” para “modificar a política discriminatória de reenquadramentos e reclassificações profissionais”.
De acordo com o SINTTAV, há na empresa “centenas” de pedidos de reenquadramento de trabalhadores que consideram estar a desempenhar funções acima do seu salário. A RTP terá respondido que só iria fazer, em 2023, 50 reenquadramentos.
A resposta da estrutura sindical é que “uma empresa que faz apenas cinquenta progressões profissionais num universo de mais de 1.800 trabalhadores, não tem uma gestão, tem administradores de uma missão falida, porque uma empresa assim não pode ter futuro, nem a curto, nem a longo prazo”.
Outro dos motivos do protesto é a decisão da RTP de não fazer a atualização salarial extraordinária que o Governo tinha recomendado que as empresas públicas fizessem. Para além disso, a empresa decidiu ainda não atualizar as ajudas de custo.
A greve, esclarece o SINTTAV, de acordo com pré-aviso entregue na passada terça-feira está marcada por tempo indeterminado.