Esta segunda-feira, Mariana Mortágua esteve presente na concentração de trabalhadores precários da RTP no Monte da Virgem, em Vila Nova de Gaia. A coordenadora bloquista apontou que na empresa existe discriminação entre trabalhadores, decorrente dos vínculos laborais precários a que muitos são submetidos, impedindo-os de usufruir dos direitos patentes no acordo coletivo.
Mariana Mortágua vincou que o Governo “tem de cumprir a lei”.
“Não podemos ter um Governo de dupla face, que, à segunda e quarta, diz que quer combater a precariedade”, e “diz que a imprensa é fundamental para combater a desinformação e a extrema direita”, e, “às terças e quintas, mantém numa empresa que é pública” trabalhadores precários e “uma atividade que é baseada em recibos verdes” e “falsos outourcing”, defendeu a dirigente do Bloco.
Mariana Mortágua destacou que a RTP não pode ser um “modelo para restantes meios de comunicação social recorrendo a trabalho precário” e criticou a “hipocrisia” do Governo ao “fazer leis que depois não cumpre”.
O Bloco quer que a administração da RTP e a tutela regularizem as situações laborais precárias na empresa pública, em respeito pela lei, pela dignidade do trabalho e pelo papel fundamental da imprensa.
Em comunicado, a Sub-Comissão dos Trabalhadores da RTP do Porto sublinha “com firmeza o combate à precariedade laboral no serviço público de rádio e televisão”.
“O trabalho precário não é só um problema de quem o sofre diretamente na pele, é algo que nos deve desassossegar a todos. O não cumprimento da contratação coletiva conduz ao desequilíbrio das relações laborais e a um atentado aos direitos adquiridos por várias gerações”, escreve a organização representativa dos trabalhadores.
O Governo "não pode dizer que o trabalho precário, nomeadamente de jovens qualificados, é vergonhoso e indigno, e, depois, deixar que isso se perpetue numa empresa do Estado”, lê-se ainda no documento.