Governo “tem muitas respostas a dar" quanto à sua intervenção nas empresas públicas

10 de abril 2023 - 18:52

Catarina Martins assinalou o “enorme desgaste deste Governo” e a sua “falta de respostas”, defendendo que é preciso “muito mais decisão sobre a nossa economia e sobre a habitação claramente”.

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Catarina Martins - Foto de Mário Cruz/Lusa (arquivo)

Catarina Martins esteve esta segunda-feira em Castelo Branco, onde voltou a reforçar a ideia de que é imperativo avançar com medidas que, efetivamente, respondam à crise da habitação.

A coordenadora do Bloco lembrou que este é um problema que afeta não só as zonas metropolitanas, mas também o interior do país, e acusou o executivo socialista de não concretizar as suas promessas.

Para Catarina, é preciso discutir alternativas. No seu entender, o país precisa de “muito mais decisão sobre a nossa economia e sobre a habitação, claramente”.

Se é verdade que o Governo “tem dito que a habitação é uma prioridade”, é verdade também que “não é isso que se vê na prática”, apontou. Ao mesmo tempo que “faltam projetos de investimento”, alimenta-se toda uma “floresta de benefícios fiscais”, com o setor imobiliário a “concentrar-se no segmento de luxo”, continuou a dirigente bloquista.

Questionada sobre a TAP e os sucessivos escândalos que são dados a conhecer, Catarina afirmou que, “se alguém tinha dúvidas” sobre a importância da Comissão de Inquérito proposta pelo de Esquerda, essas dúvidas já se devem ter dissipado.

No que respeita à indignação demonstrada pelo primeiro ministro relativamente ao e-mail que o ex-secretário de Estado Hugo Mendes enviou à CEO da TAP sobre o voo do Presidente da República, Catarina referiu que, de facto, estamos perante uma “atuação inaceitável”.

Mas questionou se também não é inaceitável o facto de um antigo administrador da TAP receber 1,35 milhões de pré-reforma, depois de ter auferido um salário bruto anual de 420 mil euros.

Sobre isso, ou sobre a “instrumentalização permanente de empresas públicas", em que o aparelho partidário do PS se confunde com o Estado e com as empresas públicas, “António Costa não tem nada a dizer”, assinalou a coordenadora do Bloco.

Catarina frisou que o Governo “tem muitas respostas a dar sobre a sua atuação junto da generalidade das empresas” públicas.