As falências de empresas aumentaram em janeiro deste ano 23% relativamente ao mesmo mês do ano passado. E 2024 já tinha sido o ano com mais falências nos últimos cinco anos. As constituições de empresas, por outro lado, baixaram mais 43% no mesmo período de tempo.
Estes dados são da Iberinform, uma empresa privada de “informação empresarial”, filial da Atradius Crédito y Caución, empresa de seguros de crédito espanhola, que por sua vez faz parte do Grupo Catalana Occidente.
De acordo com esta fonte, em janeiro houve 417 ações de insolvência, mais 77 do que em 2024, e foi declarada a insolvência de 215, mais 15 do que ano anterior.
Por regiões, destacam-se o Porto, com 107, mais 20%, e Lisboa com 93, mais 122%. Registam-se ainda aumentos significativos em Viana do Castelo (mais de 233%); Beja (mais de 200%); Leiria (mais de 122%); Angra do Heroísmo (mais de 100%) e Castelo Branco (mais de 80%).
A maioria dos distritos e regiões autónomas sofreram aumentos nas insolvências no mês passado. Só houve descidas em seis: Madeira e Viseu (-67%); Bragança e Ponta Delgada (-50%); Faro (-31%) e Guarda (-25%).
Por setor, o mais afetado foi o da Agricultura, Caça e Pesca, com um aumento de 267%, seguido pelos Transportes, com um aumento de mais de 113%. De notar que apenas houve decréscimo no setor da Eletricidade, Gás, Água (-100%).
No que diz respeito às constituições de empresas, estas tinham sido 5.578 em 2024 e foram apenas 3.165 em 2025. Destaque neste particular para Lisboa com 972 novas empresas (-40% ), Porto com 496 (-50%). As diminuições mais forte ocorreram em Horta (-72%), Portalegre (-56%), Coimbra (-54,5%); Vila Real (-54%); Aveiro (-53%) e Bragança (-50%).
Por setor de atividade, todos desceram mas as piores descidas foram nos Transportes (-22%), Comércio por Grosso e Eletricidade, Gás, Água (-9%) e Agricultura, Caça e Pesca (-5%).
O Jornal de Notícias acrescenta a estes dados a evolução das insolvências ao longo dos anos segundo as estatísticas da Justiça. Em 2019, houve 10.216. No ano seguinte caíram para 8.362. Em 2021, foram 8.113. Em 2022, 8.640. Em 2023, novo aumento para 8.951. E, em 2024, 9.084.
No ano passado, segundo estas contas, os setores mais atingidos foram as indústrias transformadoras (565), o comércio por grosso e retalho e reparação de automóveis e motociclos (404) e a construção (279).