Palestina

Exército israelita atacou delegação de diplomatas onde estava um português

21 de maio 2025 - 18:05

Grupo de diplomatas de dezenas de países foram alvo de disparos por parte das Forças de Defesa de Israel. Não há feridos, mas Governos condenam atuação de Israel.

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Forças de Defesa Israelitas
Forças de Defesa Israelitas. Fotografia de Alaa Badarneh/EPA/Lusa

Uma delegação de embaixadores que foi sido alvo de disparos do Exército israelita em Jenin, na Cisjordânia ocupada, contava com a presença de um diplomata português e outro brasileiro. O Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou que o chefe de missão em Ramallah, Frederico Nascimento, estava no local mas não foi atingido.

Não há feridos, mas as imagens dos ataques partilhadas pela agência noticiosa palestiniana, a WAFA, confirmam que pelo menos dois membros das forças militares israelitas disparam na direção do grupo de pessoas que está a dar entrevistas.

Para além dos diplomatas português e brasileiro, a comitiva é composta por representantes da União Europeia, Áustria, Bulgária, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Itália, Lituânia, Polónia, Reino Unido, Roménia, Rússia, Turquia, China, Canadá, México, Índia, Japão, Sri Lanka, Egipto, Jordânia, Marrocos e outros países.

O Exército israelita admite que foram efetuados disparos, mas desvaloriza, dizendo que foram disparos para o ar, segundo o Público. As Forças de Defesa de Israel pediram desculpa mas apontaram as culpas aos diplomatas, que supostamente não terão seguido a rota acordada na coordenação da visita com o Exército.

Os Estados da Alemanha, da Espanha, da Escócia, da França, da Irlanda e da Turquia e a União Europeia já reagiram ao incidente, condenando a violência com que os diplomatas foram confrontados. “Bárbaro”, “preocupante”, “chocante” e “inaceitável” foram algumas das palavras usadas pelos Governos desses países para descrever o que está a acontecer na Palestina e para criticar o ataque contra os diplomatas.

O Governo francês convocou o embaixador israelita para responder pelo sucedido, enquanto a alta-representante da UE responsável pela diplomacia e segurança, Kaja Kallas, afirmou ser importante que quem disparou os tiros seja responsabilizado.

O mais recente ataque de Israel na faixa de Gaza matou 82 pessoas. O Governo israelita continua a atacar sistematicamente o território palestiniano, matando milhares de pessoas ao longo dos últimos meses.