O antigo dirigente e deputado municipal do Chega em Lisboa, Nuno Pardal Ribeiro, foi esta quinta-feira condenado no Tribunal de Cascais por dois crimes de recurso a prostituição infantil, um consumado e outro na forma tentada. O agora condenado chegou a ser o nome indicado pelo Chega para representar o partido no grupo de trabalho da Assembleia de Crianças de Lisboa.
Segundo o semanário Expresso, a pena de um ano e três meses de prisão ficou suspensa, com a juíza a alegar que não ficou demonstrado que Pardal Ribeiro tivesse conhecimento de que o rapaz a quem pagou em troca de atos sexuais tivesse 15 anos na altura dos factos.
Extrema-direita
Dirigente do Chega acusado de pagar 20 euros a um menor em troca de sexo
Apesar de ter alegado que a gravidade dos crimes exigiria a prisão efetiva e que a suspensão da pena passa uma mensagem errada à sociedade, o advogado da família da vítima disse que não irá recorrer da decisão, pois “o que a família quer é paz”.
Além de Nuno Pardal Ribeiro, que teve de se demitir dos cargos no Chega e também da presidência da Associação Nacional de Toureiros quando o caso veio a público, foi igualmente condenado pelo mesmo crime o piloto instrutor de aviação Carlos Conde de Almeida, que viu igualmente suspensa a pena de um ano e meio de prisão