Por cerca de 1,8 milhões contra 1,5 milhões de votos, os suíços rejeitaram nas urnas a proposta do partido de extrema-direita UDC, que pretendia limitar a população residente a 10 milhões de pessoas, com medidas para travar a entrada de imigrantes a partir desse teto.
A proposta serviu para colocar na agenda política a propaganda xenófoba do maior partido suíço, com os restantes a oporem-se-lhe, apelidando a medida de “iniciativa do caos” pelas consequências que traria para a economia do país se fosse aplicada.
Referendo
A Suíça vota sobre a limitação da sua população a 10 milhões de habitantes
Romaric Godin
Se esse teto de dez milhões fosse ultrapassado, a Suíça teria de denunciar o acordo de livre circulação com a UE e outros acordos bilaterais sobre asilo e segurança. Governo, sindicatos e associações patronais pronunciaram-se contra esta iniciativa.
“Com a decisão de hoje, as cidadãs e cidadãos deram um sinal de estabilidade, de abertura e de fiabilidade”, afirmou o ministro da Justiça e Polícia Beat Jans após anunciar o resultado do referendo.