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Estudantes de Coimbra decidem acabar com garraiada académica

À pergunta "Deve o evento garraiada continuar no programa oficial da Queima das Fitas?", 70,7% dos estudantes que participaram no referendo realizado esta terça-feira responderam "Não". Ao todo, registaram-se 5.638 votos.
Foto da Fim da Garraiada na Queima do Porto (2016).

A esmagadora maioria dos estudantes da Academia de Coimbra disse “Não à Garraiada”. No referendo consultivo promovido esta terça-feira, registaram-se 3932 votos (70,71%) contra a continuidade da garraiada na Queima das Fitas de Coimbra. 26,7% dos estudantes pronunciaram-se a favor da garraiada e contabilizaram-se ainda 49 votos nulos e 96 votos em branco.

No total, registaram-se 5.638 votos, num universo de cerca de 24 mil estudantes. A afluência às urnas, espalhadas pelas faculdades e departamentos da Universidade de Coimbra e pela sala de estudo da Associação Académica de Coimbra, foi considerável, foi significativa, tendo em conta que, em 2017, menos de oito mil estudantes participaram na eleição da Associação Académica de Coimbra (AAC). Em 2016, a eleição da AAC tinha contado com menos de cinco mil votantes.

De acordo com o secretário-geral da Comissão Organizadora da Queima das Fitas (COQF), Manuel Lourenço, caberá agora ao Conselho de Veteranos, um dos órgãos tutelares da festa académica, pronunciar-se.

Contudo, o representante da COQF não acredita que, "em momento algum, o Conselho de Veteranos não honre a vontade dos estudantes”, até porque já se comprometeu a fazê-lo.

Em fevereiro, a Comissão Central, parte integrante da COQF, decidiu, "por unanimidade, propor a abolição da garraiada como evento tradicional da festa". Nesse contexto, o Conselho de Veteranos e a Associação Académica de Coimbra acordaram a realização deste referendo.



Em 2016, a Queima das Fitas do Porto decidiu suspender a garraiada académica, face à "fraca adesão dos estudantes" àquela atividade nos últimos anos e à "queda da tradição tauromáquica".

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