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Coimbra: Bloco apela ao fim das garraiadas na Queima das Fitas

Os estudantes da Universidade de Coimbra decidem esta terça-feira em referendo se as garraiadas devem desaparecer do programa da Queima das Fitas.
Imagem da garraiada da Quema das Fitas de Coimbra em 2013.

Em comunicado, a comissão Concelhia de Coimbra do Bloco de Esquerda lembra que “em 2016, a Queima das Fitas do Porto pôs fim a esta tradição. Chegou o momento de acontecer o mesmo em Coimbra, dizendo: "NÃO" às Garraiadas na QUEIMA!”.

A comunidade estudantil de Coimbra vai decidir em referendo no dia 13 de maio o futuro da continuidade das garraiadas na Queima das Fitas, que decorre entre 4 e 11 de maio. Depois de vários anos de contestação por parte de muitos setores a Comissão Central da Queima das Fitas decidiu em fevereiro, por unanimidade, propor a abolição da garraiada como evento tradicional das festividades. Na sequência desta posição, o Conselho de Veteranos e a Associação Académica de Coimbra decidira, colocar a questão a referendo.

“As tradições mudam e evoluem com as pessoas”, prossegue o comunicado da concelhia bloquista, recordando que “as garraiadas são eventos tauromáquicos em que os garraios sofrem ataques de ansiedade, lesões e fraturas, que culminam frequentemente na sua morte”, e os estudos científicos que comprovam a capacidade dos animais “de sentirem dor, angústia, medo e prazer”.

Em 2017, o Bloco de Esquerda levou à Assembleia da República um projeto de resolução a propor o fim do financiamento público às garraiadas académicas. A proposta foi chumbada pelos votos do PSD, PS, CDS e PCP.

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