Bloco pede fim do financiamento público às garraiadas académicas

04 de maio 2017 - 0:10

Lembrando que estes eventos provocam sofrimento e stress aos animais de forma absolutamente gratuita, o Bloco defende que os mesmos não devem usufruir de qualquer tipo de apoio por parte do Instituto Português do Desporto e da Juventude.

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Foto da Fim da Garraiada na Queima do Porto (2016).

Segundo referem os bloquistas, do programa das festividades estudantis, vulgarmente conhecidas como “Queima das Fitas”, organizadas por estruturas representativas dos estudantes e, em alguns casos, também por grupos de praxe, costumam constar as denominadas garraiadas académicas.

“Estes eventos, claramente identificados com a cultura da praxe académica, provocam sofrimento e stress aos animais de forma absolutamente gratuita”, destaca o Bloco, lembrando que os mesmos “têm vindo a ser contestados por estudantes e associações de defesa dos direitos dos animais em todo o país”.

A título de exemplo, os bloquistas mencionam as petições que exigem o fim do apoio financeiro e logístico às garraiadas académicas por parte das associações de estudantes e das entidades públicas na Universidade do Porto e no Instituto Politécnico de Viseu.

“Por não ser dever do Estado promover espetáculos que violentem o bem-estar animal”, o Bloco defende que “entidades públicas ou organizações por elas financiadas não devem sob forma alguma promover garraiadas académicas”.

Nesse sentido, propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que “o Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) não forneça qualquer tipo de apoio logístico ou financeiro à promoção, organização ou publicitação de garraiadas académicas”.

Pelo fim da Garraiada na Escola Superior Agrária de Viseu

Numa carta enviada ao Presidente da Associação de Estudantes da Escola Agrária do Instituto Politécnico de Viseu, o Grupo de Defesa dos Direitos dos Animais do Bloco de Esquerda de Viseu lembra que, a partir do dia 1 de maio, os animais passaram a ter “outro estatuto no Código Civil, passando a ser animais sensoriais, o que dá mais força para consciencialização do problema”.

“Cremos que a vossa Associação e a respetiva imagem pública, até da cidade de Viseu, só teriam a ganhar com a abolição de um tal entretenimento, de resto substituível – e já substituída, em muitos casos - por atividades lúdicas com mais interesse e até espetacularidade, usando simulacros (fantasias envergadas por humanos ou engenhocas preparadas para o fim) que decerto não tornariam o evento menos apreciado, até pelo potencial humorístico que encerram”, escreve o Grupo, que tem vindo a promover uma petição pelo Fim da Garraiada na Escola Superior Agrária.
 

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