As declarações de Margarida Rebelo Pinto, escritora de best-sellers de estilo cor-de-rosa, que afirmou na RTP, no último sábado, sentir “repulsa e pena” pelos portugueses que se manifestam contra as medidas de austeridade, estão a provocar uma onda de indignação nas redes sociais. A escritora, que é também colunista do semanário Sol, disse ficar “profundamente triste pela falta de civismo das pessoas que vão interromper e tentar perturbar o trabalho daqueles que neste momento governam o país” ao manifestarem-se diante da Assembleia da República.
A escritora acredita que as manifestações demonstram “falta de responsabilidade civil, falta de memória e portanto de inteligência” e afirma que “não é este governo o responsável pela ultraprecária situação económica que Portugal vive neste momento”.
“É pobre e quer imitar os amigos ricos”
Margarida Rebelo Pinto compara ainda Portugal a “um grupo de amigos ricos, mas depois há aquele que é pobre e quer imitar os amigos ricos”, e defende que se deve confiar no governo, porque “agora temos lá estes governantes, vamos confiar neles, vamos ver o que acontece”.
Para a escritora que acabou de lançar o seu 19º livro, ‘Há sempre uma primeira vez’, “não é este governo o responsável pela ultraprecária situação económica que Portugal vive neste momento. Houve vários governos antes com várias medidas suicidas a longo prazo que nos puseram onde nós estamos”.
Taxas moderadoras
A escritora defende diz ainda: “acho muito bem que sejam aplicadas as taxas moderadoras nos hospitais”, e critica a atitude das pessoas que “vão lá e usam tudo e depois não estão dispostas a pagar”, esquecendo-se que todos os portugueses pagam o Serviço Nacional de Saúde com os seus impostos.
“Eu, como todos os cidadãos, também tive cortes. Todos ganhamos menos e todos temos de aprender a ganhar menos”, conclui.
Margarida Rebelo Pinto publicou em 1999 o seu primeiro livro, “Sei Lá”, com enorme sucesso de vendas, e diz ter sempre mais ideias do que tempo de realizá-las.
Nos seus livros acumulam-se frases sobre o amor e as relações amorosas, mas também algumas confissões, como:
"Uma pessoa não escreve o que quer, escreve o que pode."
"Um dos fatores que pode garantir o sucesso de uma relação amorosa é, sem dúvida, o riso."