Empresa do Luz Saúde aumenta volume de negócios em 266% com pandemia

09 de maio 2020 - 17:33

Em seis ajustes diretos com o Estado, a GLSMed Trade faturou 32,75 milhões de euros, vendo o seu volume de negócios disparar 266% face ao ano anterior. Esta empresa do grupo Luz Saúde vendeu as máscaras mais caras ao Estado.

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Conforme avança o jornal Expresso, existem significativas discrepâncias nos preços praticados nos contratos dos maiores ajustes diretos da Direção-Geral da Saúde (DGS) para fazer face ao à crise pandémica.

Exemplo disso é o valor pago às diferentes empresas na aquisição de máscaras cirúrgicas. Se, num dos lotes da Modalfa, da Sonae, os preços cobrados por unidade fixam-se em 33 cêntimos, já no que respeita a um dos lotes comprados à empresa do grupo Luz Saúde, cada máscara custa 76 cêntimos. Neste lote foram incluídas 3,5 milhões de unidades.

A discrepância também é evidente no que concerne aos respiradores do modelo FFP2: A Modalfa cobrou 1,15 euros por unidade; a Oasipor 5,15 euros por peça; a Luz Saúde irá também fornecer o Estado praticando preços entre os 2 e 2,5 euros por unidade.

Se, para a grande maioria da população, principalmente para os mais desprotegidos, a crise pandémica é sinónimo de diminuição ou perda absoluta de rendimento, para empresas como a GLSMed Trade, a Covid-19 transformou-se numa verdadeira “galinha dos ovos de ouro”.

De acordo com o Expresso, quatro das dez empresas com as quais a Direção-Geral da Saúde (DGS) firmou, nos últimos dois meses, duas dezenas de ajustes diretos superiores a um milhão de euros, mais do que duplicarão as suas receitas anuais. Isto tendo em conta somente os contratos firmados até à data. Esse é o caso da GLSMed Trade que, em seis contratos celebrados com o Estado entre 23 de março e 15 de abril, faturou 32,75 milhões de euros, vendo o seu volume de negócios disparar 266% face ao ano anterior.