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“É aumentando salários e pensões que consolidamos as contas públicas”

Marisa Matias defendeu, em Famalicão, a necessidade “de ter políticas para defender as pessoas” e criticou a direita liberal de Macron, com quem Costa está a trabalhar numa “aliança bizarra”, que defende políticas de austeridade e promove contrário do que foi conseguido com o acordo à esquerda em Portugal.
Marisa Matias no Mercado de Famalicão. Foto de Paula Nunes.

Marisa Matias considerou hoje, em visita ao Mercado de Famalicão, compreensíveis as queixas das baixas reformas, da falta de apoios ou no que respeita à habitação e salienta que “são queixas que já vêm de há muito tempo” com os “cortes que foram impostos nas pensões, a lei cristas dos despejos” e “medidas que colocaram as pessoas numa situação de pobreza ou desemprego”.

“Nestes quatro anos foi feito um caminho de recuperação que procurou repor salários e pensões” e “dar às pessoas os direitos e as condições que elas merecem”, destacou, ainda assim apontando ao aprofundamento deste caminho que contrasta com “aquele que foi feito nos anos anteriores, que foi de total destruição”.

No entender da eurodeputada, foi o bater o pé à Europa que permitiu defender as pessoas, como se viu com o aumento do salário mínimo nacional ou a aprovação do primeiro orçamento. “Infelizmente o PS não o fez em relação ao setor da banca”, lamentou, lembrando os casos do BANIF e do Novo Banco. “Bruxelas está sempre a dizer que não podemos aumentar salários nem pensões mas podemos, temos margem orçamental para isso e é aumentando salários e pensões que consolidamos as contas públicas”, defendeu.

“Concordo com Pedro Nuno Santos quando diz que é preciso uma linha divisória muito clara entre liberais e socialistas”

Marisa Matias voltou a insistir na clarificação que António Costa tem de fazer em relação à “jogada” que estará a preparar neste momento ao lado de Macron e dos liberais de direita, que representam “a antítese do que foi a política feita em Portugal”. “Não sei e não posso falar do que se está a passar internamente no Partido Socialista mas concordo com o que disse Pedro Nuno Santos, que é preciso uma linha divisória muito clara entre liberais e socialistas”, afirmou. Para Marisa, esta é uma questão de elevada importância já que “uma aliança com os liberais de direita terá implicações no futuro, não só no Parlamento Europeu mas também a nível nacional.”

A candidata do Bloco apelou ainda ao voto nestas eleições europeias e assim combater uma abstenção que é muito elevada. “Se as pessoas têm estas preocupações genuínas e compreensíveis, como as questões do trabalho, das reformas, da habitação, dos serviços públicos, devem levar essas preocupações às mesas de voto e votar em quem as defende”, concluiu.

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