Em comunicado difundido nas suas redes sociais esta quinta-feira para assinalar o Dia Mundial do Aborto Seguro, a FEM – Feministas em Movimento refere os constrangimentos no acesso ao aborto, legal, seguro e gratuito, com as mulheres a serem confrontadas “com a inoperância e burocracia de serviços que não lhes dão respostas atempadas, quando o prazo de 10 semanas, um dos mais curtos entre os países da Europa, é ultrapassado”.
A FEM assinala ainda que “muitas consultas específicas têm fechado, à semelhança de outros serviços, refletindo um desinvestimento no SNS numa área tão prioritária”.
“Embora não retirando o direito à objeção de consciência por parte dos e das profissionais de saúde, denunciamos o facto de haver quem seja objetor no público, mas não no privado!”, escreve o coletivo.
A FEM aponta a “necessidade de serviços inclusivos que acolham e respeitem a nova realidade multicultural crescente com a chegada de muitas jovens mulheres migrantes ao nosso país, para as quais os serviços de saúde precisam de estar preparados para responder aos seus direitos e às suas escolhas sexuais e reprodutivas”.
Neste contexto, o coletivo “considera que não só é necessário exigir o cumprimento da lei da IVG, mas também que está na hora de a repensar, atualizando-a de acordo com a realidade”.