No final de uma visita à Escola Básica do Castelo, na Freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, a cabeça de lista do Bloco às eleições europeias de 9 de junho defendeu que “a cultura de integração é o melhor que temos” e está atualmente sob ataque e não apenas por parte da extrema-direita.
“Do ponto de vista europeu, preocupa-me que não seja só a extrema-direita a ter um discurso e uma prática contra a integração. Vemos várias famílias políticas, desde socialistas, até aos liberais e populares, dizerem que os Direitos Humanos são muito importantes, mas, depois, estarem aliados por toda a Europa com governos contra a integração”, afirmou Catarina.
Um dos exemplos apontados é o do recém-formado governo dos Países Baixos “em que os liberais, da família da Iniciativa Liberal de Portugal, acabam de integrar um Governo liderado pela extrema-direita, que promete políticas mais agressivas contra a imigração”.
Para a candidata bloquista, Portugal “deve orgulhar-se” com o exemplo desta escola onde as crianças estrangeiras representam cerca de 30% dos alunos e são provenientes de 37 países diferentes.
A diretora do agrupamento de escolas Gil Vicente, Adriana Guerreiro, também falou aos jornalistas e afirmou que naquela escola “faz-se o que se impõe em nome da igualdade de oportunidades”. E defendeu a necessidade de intensificar a formação de professores e funcionários na área da interculturalidade para dar resposta a esta nova realidade.
Por outro lado, Adriana Guerreiro sublinhou que é essencial existirem mais apoios para as famílias destas crianças para a regularização dos processos de permanência em Portugal, dado que a demora e os atrasos na tramitação destes processos são um obstáculo à igualdade de oportunidades.