A Câmara Municipal de Santiago de Compostela decidiu esta segunda-feira que irá solicitar à Xunta da Galiza que a cidade seja declarada como zona de mercado habitacional sob pressão. O governo regional, nas mãos da direita, terá agora um prazo de seis meses para aceitar ou rejeitar a proposta que teve como base um diagnóstico de especialistas da Universidade da Corunha. Santiago junta-se à Corunha que fez o mesmo em abril.
O conselheiro do Urbanismo, Habitação e Cidade Histórica, Iago Lestegás, do Bloco Nacionalista Galego, considerou que a declaração de Santiago de Compostela como zona de mercado residencial sob pressão “permitirá conter a escalada do preço das rendas e aceder a fundos estatais específicos para políticas de habitação”.
🧵 O acceso á vivenda é un dos grandes desafíos do noso tempo e unha das principais preocupacións da xente. Para @obloque.gal é prioritario abordar a crise de vivenda e no @concellosantiago.bsky.social estamos a facer todo o que está na nosa man para a abordarmos de forma eficaz.
— Iago Lestegás Tizón (@iagolestegas.bsky.social) May 22, 2025 at 4:52 PM
Nas suas redes sociais, revela duas linhas de atuação simultâneas da Câmara: “melhorar o aproveitamento do que já está construído” e “ampliar a oferta de habitação a preços razoáveis”.
Em março, o seu partido destacava que o orçamento municipal ia destinar “mais de 4,2 milhões de euros” às políticas de habitação, “centrando-se na aquisição e reabilitação de habitação para colocá-la no mercado através de arrendamento social”.
Para além disso, esta segunda-feira a autarquia anunciou que pretende que a definição oficial de “grande proprietário” seja ampliada (incluindo os proprietários de mais de cinco imóveis quando agora são dez) e que os efeitos da declaração se apliquem às habitações que estejam há mais de cinco anos sem serem arrendadas.