Comité Europeu da Volkswagen apoia greves

12 de outubro 2010 - 18:01

Presidência do comité de trabalhadores da fabricante de automóveis alemã torna pública uma resolução de apoio incondicional às “greves e manifestações que têm ocorrido em vários países europeus.”

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Fábrica da Volkswagen em Emden, Alemanha.

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A Presidência do Comité de Trabalhadores do Consórcio Europeu Volkswagen tornou pública uma resolução de apoio incondicional às “greves e manifestações que têm ocorrido em vários países europeus (actualmente em Espanha, Portugal e na Bélgica, e no Outono também na República Federal da Alemanha).”

O Comité representa as dez marcas do Consórcio Volkswagen, mais de 30 unidades espalhadas por 15 países europeus e mais de 280.000 trabalhadores.

A resolução exorta a União Europeia a zelar para que os trabalhadores não sejam vítimas “das políticas económicas e financeiras fracassadas da UE e dos Estados-Membros da última década”. Já é tempo, diz a resolução, “de os regimes de protecção social e os direitos dos trabalhadores terem o mesmo valor em toda a Europa, à semelhança do que sucede com o mercado único e as disposições que o regulam”.

O Comité de Trabalhadores da Volkswagen denuncia as consequências dos esforços de consolidação orçamental, ditados pela UE, que submetem a enormes pressões os regimes de protecção social dos Estados-Membros. O resultado são cortes das pensões, dos sistemas de saúde e dos direitos de protecção dos trabalhadores, e a tendência para a chamada “flexibilização dos mercados de trabalho”, que aumenta a pressão sobre os acordos salariais e os contratos colectivos de trabalho, e cria condições de trabalho e de remuneração indignas para os trabalhadores temporários.

A resolução defende que a equiparação das condições de vida na Europa “é a chave para atingir esse mesmo objectivo, não podendo haver um nivelamento para implementação de medidas medianas.” Ao invés disso, o comité defende que é preciso alargar, gradualmente, as regulamentações mais adequadas a todos os Estados-Membros da União Europeia. Alargar a todos, por exemplo, os direitos dos trabalhadores e os direitos de co-gestão vigentes na República Federal da Alemanha, ou os regimes de protecção social e o sistema educativo da Suécia.