Despedimento coletivo

Coindu avança para segundo despedimento coletivo do ano

28 de outubro 2025 - 10:16

Em maio, a empresa de Joane tinha despedido já 123 trabalhadores. Depois de receber milhões do PRR, a Coindu justifica-se com um “declínio acentuado e prolongado das encomendas no setor automóvel”.

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Imagem da Coindu. Foto do Facebook da empresa.
Imagem da Coindu. Foto do Facebook da empresa.

A Coindu, sediada em Joane, Vila Nova de Famalicão, e que fabrica componentes têxteis para o setor automóvel, avança para o seu segundo despedimento coletivo do ano.

Esta empresa empregava, em 2022, 2.100 trabalhadores. No final de 2024, fechou a fábrica de Arcos de Valdevez, despedindo então 350 trabalhadores de uma vez. Em maio tinha despedido 123 trabalhadores e aplicado lay-off a mais 237. Atualmente emprega 1.050.

Num comunicado, citado pela Lusa, a administração diz que “após uma análise aprofundada da situação económica e operacional da empresa, terá de proceder a uma reestruturação do seu quadro de colaboradores, devido ao declínio acentuado e prolongado das encomendas no setor automóvel, que tem impactado a sua atividade nos últimos anos”. Garante ainda que desenvolveu “todos os esforços para evitar esta medida” e que o despedimento permitirá “alinhar a sua capacidade de produção com a carteira de encomendas existente, garantindo a fiabilidade do fornecimento para todos os contratos em vigor”.

Recorde-se que a empresa beneficiou de 3,9 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência. Isto para além de outros 200 mil euros públicos que lhe foram atribuídos em 2021 e 2022.