Segundo a agência Xinhua, Li Keqiang apresentou o relatório do Governo na segunda sessão da 13ª Assembleia Popular Nacional da China, que se está a realizar em Beijing. O Governo chinês aponta como objetivo para 2019 um crescimento do PIB entre 6 e 6,5%, uma taxa de inflação no consumidor de 3%, uma taxa de desemprego urbano de 4,5% e a criação de mais de 11 milhões de novos empregos urbanos, durante o ano. Em 2018, o crescimento do PIB foi de 6,6%, o mais baixo desde 1990.
O relatório do governo chinês refere que as metas propostas “são ambiciosas mas realistas”, realçando que “uma análise completa sobre desenvolvimentos dentro e fora da China mostra que enfrentaremos um ambiente mais grave e mais complicado, além de riscos e desafios, previsíveis ou não, maiores em número e tamanho, na busca de progresso este ano”.
O primeiro-ministro da China falou também de fatores que tiveram efeito negativo na produção e nas operações comerciais: “retrocessos na globalização económica”, ‘choques’ no mercado financeiro internacional e, sobretudo, o que apelidou de “fricções económicas e comerciais China-EUA”.
Foi também anunciado que a China aumentará a “proteção à propriedade intelectual, melhorará o sistema de compensação punitiva por infrações de propriedade intelectual e promoverá a invenção e a criação e sua aplicação industrial”.
Li Keqiang anunciou ainda uma política orçamental mais “proativa”, nomeadamente o corte de impostos e a subida do défice orçamental.
Segundo o Expresso, o governo chinês estabelece um aumento da despesa pública de 6,5%, com o orçamento da defesa a crescer 7,5%, em vez dos 8,1% de 2018.
O governo da China prevê ainda um aumento do défice orçamental de 2,9% do PIB em 2019 (em vez dos 2,6% do ano passado) e um corte de impostos em cerca de 2 mil milhões de yuan, superior aos 700 milhões de yuan em 2018. Os principais cortes de impostos serão de 3 pontos percentuais no IVA para as indústrias (de 16 para 13%) e de um ponto no IVA nos transportes e na construção (passando de 10 para 9%).
O relatório do governo aponta uma descida de preços: de 16% na eletricidade, de 15% na banda larga e de 20% nas comunicações móveis.
Li Keqiang garantiu ainda que o crédito bancário às PME aumentará 30% e que a taxa de câmbio manter-se-á “estável”.