Dinamizada pelos filhos e netos de Nuno Teotónio Pereira, com a colaboração de Irene Buarque e de um grupo de pessoas, entre as quais figuram Helena Roseta, João Ferrão, Júlio Pereira, Natércia Coimbra e Victor Mestre, e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, foi lançada a página nunoteotoniopereira.pt.
O conteúdo desta página de internet será aprofundado e melhorado, pelo que se espera “atrair atenção e vontade de participação de pessoas, organizações e grupos diversos” para se “conversar sobre o passado, o presente e o futuro”.
O projeto foi desenhado em torno de três pilares: dar a conhecer a pessoa, a vida e a obra de Nuno Teotónio Pereira; facilitar e estimular a investigação sobre a sua obra e época; e manter ligações entre causas e projetos em que Nuno Teotónio Pereira se envolveu e os mesmos na atualidade.
De acordo com os dinamizadores desta página, o maior “desafio foi como articular as várias facetas de uma mesma pessoa, que manteve sempre uma grande unidade interior ao desdobrar-se por mil atividades em várias áreas de intervenção”.
“Não há aqui nenhuma pretensão de exaustividade, que nunca seria possível. Antes encontrarão fragmentos de realidades e discursos que fazem parte de um grande puzzle que é o nosso país e o nosso mundo”, lê-se em nunoteotoniopereira.pt.
Nesta página de internet, podemos encontrar contributos de Nuno Teotónio Pereira, “que foram sendo recolhidos ao longo da sua vida, e informações detalhadas sobre a sua obra e época, incluindo testemunhos daqueles que conviveram e partilharam projetos e causas com ele, enriquecendo assim os vossos entendimentos e opções”.
Sendo este um projeto em “permanente construção”, todos os comentários e contribuições serão recebidos “com muito agrado e sempre com o horizonte de aprofundar e dar continuidade ao legado profissional, cívico, político e humano que o Nuno nos deixou”.
Em nunoteotoniopereira.pt temos acesso, nomeadamente, à autobiografia de Nuno Teotónio Pereira e a memórias inéditas deste nome central da arquitetura e da oposição ao regime salazarista: as “Memórias Inacabadas”.