Catarina Martins participou na manifestação da CGTP em Lisboa contra o pacote laboral, que no fim irá entregar dezenas de milhares de assinaturas a exigir a retirada da proposta por parte do Governo.
Em declarações aos jornalistas no Largo do Carmo, Catarina afirmou que o Governo adiou o debate sobre esta proposta de alteração das leis laborais “para tentar que não fosse tema das presidenciais e fazer a vida fácil aos candidatos que o apoiam neste projeto de tornar mais precária a vida de toda a gente que vive do seu trabalho”.
Presidenciais
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Entre os aspetos que merecem a sua oposição a este pacote laboral, Catarina destacou as alterações que permitem manter um jovem sempre com contrato a prazo ao longo da sua vida e as que passam a deixar que uma empresa possa despedir toda a gente de uma secção - com ou sem contrato efetivo - para os substituir por trabalhadores em outsourcing”.
Para a candidata presidencial o conjunto da proposta resume-se num “assalto aos direitos de quem trabalha”, numa altura em que o Banco de Portugal divulgou um estudo que conclui que a estabilidade da relação laboral é o que tem puxado pela subida dos salários em Portugal.
Catarina desafiou também os restantes candidatos a serem claros sobre o que farão quando a lei que o Governo pretende impor chegar ao Palácio de Belém. Pela sua parte, vetaria esta proposta e lançaria “um grande debate em Portugal sobre o trabalho com direitos”, com o objetivo de “lutar pelas gerações mais jovens”.
Questionada sobre a posição de António José Seguro em relação ao pacote laboral, Catarina recordou que ele “começou por valorizar as alterações do Governo e só quando viu a força da greve geral é que achou que talvez tivesse de falar sobre isso”. Por essa razão, defende que quem se opõe ao pacote laboral deve confiar no domingo em alguém cuja convicção “não seja a favor dos ventos mediáticos do momento, mas a convicção de uma vida”.