Europeias

Catarina subscreve compromisso da esquerda europeia pelo reconhecimento da Palestina e sanções a Israel

02 de junho 2024 - 10:53

A candidata do Bloco de Esquerda junta-se aos cabeças de lista da esquerda espanhola, francesa, sueca, finlandesa, italiana, dinamarquesa e luxemburguesa. Leia aqui o manifesto “Uma promessa eleitoral para a Palestina”.

PARTILHAR
Catarina Martins
Catarina Martins. Foto de Ana Mendes

Neste manifesto, os primeiros candidatos e candidatas do Bloco de Esquerda, Podemos, França Insubmissa, Partido de Esquerda da Suécia, Partido de Esquerda da Finlândia, Aliança Verde e Esquerda da Itália, Aliança Vermelha-Verde da Dinamarca e A Esquerda do Luxemburgo comprometem-se a “levantar em Bruxelas a exigência do reconhecimento da Palestina e de sanções contra Israel - e lutar por ela até que seja alcançada”. 

Leia aqui o manifesto:

Uma promessa eleitoral europeia para a Palestina

O mundo está a assistir a um brutal massacre genocida e à fome da população civil em Gaza. Trata-se de uma catástrofe humanitária provocada pelo homem, com mais de 36.000 vítimas, incluindo mais de 15.000 crianças. Uma campanha militar hedionda que também levou à morte de muitos reféns israelitas.

A UE é o maior mercado de exportação de Israel. A guerra de Netanyahu depende do seu acesso privilegiado e isento de impostos ao mercado único da UE. Sem isso, Israel não poderia manter a ocupação brutal dos palestinianos. A UE pode, assim, optar por desempenhar um papel decisivo para pôr termo à carnificina e criar uma paz duradoura tanto para os palestinianos como para os israelitas.

Para que isso aconteça, precisamos de algo fundamental: vontade política para agir - e isso é algo que nós temos.

Demonstrámo-lo através da liderança dos nossos partidos na luta por um cessar-fogo imediato e pela pressão máxima sobre Israel ao longo dos últimos meses, tanto no Parlamento Europeu como nos nossos parlamentos nacionais.

Nesse sentido, também não hesitamos em prometer que, no próximo Parlamento Europeu, iremos propor a exigência clara de sanções contra o regime de Netanyahu e o reconhecimento inequívoco da Palestina como país independente.

Para nós, é evidente que a UE tem de defender os direitos humanos e o direito internacional - também na Palestina. Neste momento, o Governo israelita está literalmente a ser julgado por genocídio pelo Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia. O mesmo tribunal que já exigiu o fim imediato da sangrenta ofensiva israelita contra Rafah. Entretanto, o Procurador-Geral do Tribunal Penal Internacional (TPI) exigiu que o Primeiro-Ministro israelita Netanyahu e o Ministro da Defesa do país fossem detidos e levados a julgamento por crimes de guerra, juntamente com três líderes do Hamas.

Enquanto isto, a UE continua a exportar armas para Israel. Isto simplesmente não está correto, e temos de mudar esta situação! Os membros do Governo israelita que são, ou se suspeita que sejam, responsáveis por crimes de guerra têm de ser sancionados. O acordo de associação UE-Israel deve ser suspenso - de acordo com as suas disposições sobre o respeito pelos direitos humanos.

Vale a pena recordar que um grande número de países da UE já reconhece a Palestina como Estado. Aliás, esse é o caso da maioria dos países do mundo. Mais recentemente, Irlanda, Espanha e Noruega anunciaram o reconhecimento da Palestina. Espera-se que mais países da UE sigam o exemplo, mas a espera pelo reconhecimento tem de acabar.

Apelamos aos restantes membros da UE para que reconheçam imediatamente uma Palestina independente. Além disso, consideramos que a UE no seu conjunto deve também tomar a decisão lógica de reconhecer a Palestina como um Estado, a fim de contribuir para uma solução de dois Estados, em que israelitas e palestinianos possam viver em paz lado a lado.

Esta é a nossa promessa eleitoral europeia à Palestina: levantar em Bruxelas a exigência do reconhecimento da Palestina e de sanções contra Israel - e lutar por ela até que seja alcançada!

Quem pensa que a UE deveria contribuir melhor para uma paz justa e duradoura no Médio Oriente, deve aproveitar as eleições europeias para votar - também pela Palestina.

Catarina Martins (Bloco de Esquerda, Portugal)

Irene Montero (Podemos, Espanha)

Jonas Sjöstedt (Partido de Esquerda da Suécia)

Li Andersson (Partido de Esquerda da Finlândia) 

Manon Aubry (França Insubmissa) 

Massimiliano Smeriglio (Aliança Verde e Esquerda, Itália)

Per Clausen (Aliança Vermelha-Verde, Dinamarca) 

Tania Mousel (A Esquerda, Luxemburgo)