No seguimento do anúncio de cessar-fogo acordado entre Israel e o Hamas na passada quarta-feira, a campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções a Israel (BDS) fala num “grande alívio” mas pede “um aumento de pressão” a Israel através do boicote e aos bancos e empresas israelitas e das sanções a nível das estruturas internacionais e nacionais.
No comunicado, publicado nas redes sociais, o movimento fala na necessidade de impedir que os Estados Unidos da América e os países europeus permitam que Israel “reabilite o seu apartheid”. Para isso, considera essencial “acabar com a impunidade” do Estado israelita e “forçar a responsabilização”.
A reação ao cessar-fogo menciona também a crise que viva a sociedade israelita com “a sua economia a experienciar o que os seus maiores economistas descrevem como uma ‘espiral de colapso’, com uma ‘fuga de cérebros’ sem precedentes, uma indústria tecnológica em queda livre, e uma avaliação de crédito perto do ‘malparado’”.
Por isso, diz o movimento, o sistema israelita de apartheid está hoje mais vulnerável do que no passado, o que permite ao movimento pela libertação da Palestina exercer maior pressão sobre o seu sistema de segregação do povo palestiniano.
“Com a nossa consistência coletiva, moralmente consistente e estratégica, podemos acabar de uma vez por todas com a ocupação, o apartheid e o genocídio. Só nessa altura é que o verdadeiro significado de ‘Nunca Mais’ pode ser respeitado”, lê-se.
Apesar do cessar-fogo ter sido anunciado, o primeiro-ministro israelita adiou o acordo depois de pressão interna dos partidos que formam a coligação do governo. Ao mesmo tempo, Israel bombardeia intensivamente a faixa de Gaza.