“Nós sabemos que temos um problema de bolha especulativa no imobiliário e esta parece-nos uma proposta sensata, que está a ser negociada nos seus termos exatos e as negociações com o Ministério das Finanças têm corrido bastante bem”, afirmou Catarina Martins esta terça-feira em declarações aos jornalistas.
Questionada sobre o facto de António Costa ter referido que a proposta do Bloco foi "feita à pressa", a dirigente bloquista esclareceu que a medida tem vindo a ser negociada há meses.
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“Acredito, e pode acontecer que, num processo negocial, o primeiro-ministro não acompanhe todos os dossiers. Esta é uma proposta que estamos a trabalhar desde maio, e que desde julho que o senhor ministro das Finanças conhece”, frisou.
Esta informação foi confirmada ao Jornal de Negócios por fontes governamentais, que adiantaram que, a 19 de julho, Mário Centeno, bem como todos os seus secretários de Estado, designadamente o dos Assuntos Fiscais, estiveram presentes numa reunião durante a qual o Bloco voltou a apresentar a medida. Na semana passada, o tema voltou a ser abordado num encontro entre dirigentes bloquistas e António Mendonça Mendes.
Taxa contra especulação imobiliária visa travar “preço galopante das habitações”
Segundo Catarina Martins, “as negociações sobre o Orçamento do Estado para 2019 são complexas”, sendo que “ganhamos muito mais em trabalhar as propostas sensatas, que correspondem a necessidades do país, e em fazermos essa negociação, do que propriamente a estarmos a ser tremendistas e anunciar fechos de processos que até estão a correr bem”.
Garantindo que o Bloco está disponível para continuar a negociação sobre a taxa contra a especulação imobiliária, a deputada avançou ainda que o partido está a “trabalhar na questão da habitação em várias frentes“, nomeadamente no que respeita a propostas para aumentar o parque de habitação pública e combater os despejos.