O Orçamento de Estado está a ser negociado e terá de dar entrada no Parlamento até dia 15 de outubro. Neste momento, de acordo com a coordenadora do Bloco de Esquerda, “há uma série de dossiers importantes para que o OE continue o caminho de recuperação de salários e pensões”.
“Vivemos num país em que ainda há tanta gente que vive com muito pouco a fazer uma luta para chegar ao fim do mês”, acrescentou Catarina durante a ação de contacto com a população lisboeta na Feira do Relógio (ver fotogaleria).
Neste momento, “sabemos os passos positivos que foram dados - acabar com os cortes nos salários e nas pensões -, mas temos de entender as injustiças que permanecem e fazer um OE que responda pelas pessoas”.
Catarina Martins (@catarina_mart) com Manuel Grilo (@manuelfrgrilo) esta manhã na Feira do Relógio, em #Lisboa. pic.twitter.com/KbS9FP58zf
— Esquerda.Net (@EsquerdaNet) September 9, 2018
Catarina Martins afirma que a contagem do tempo de serviço dos professores “foi decisiva nas negociações do OE passado” e que “votámos para que o tempo de serviço de todas as carreiras dos trabalhadores do Estado fosse contado”. “O PS votou esta medida, não lhe foi uma medida imposta”, acrescentou, dizendo ainda que, se o fez, “temos de perguntar ao governo: Não quer cumprir? Se o seu próprio partido votou no Parlamento, porquê voltar para trás?”
Finalmente, a coordenadora do Bloco considera essencial “baixar o preço da energia e da habitação”, num cenário em que o país sofre “as consequências de uma bolha especulativa”. Catarina Martins quer agir politicamente sobre o problema: “à semelhança dos movimentos especulativos de bolsa, também quem compra e vende num curto período de tempo, com muito lucro, deve pagar uma taxa de IRS particular”. Esta medida, a ser negociada desde maio, terá três benefícios: “trava a bolha especulativa, um problema económico grave, angaria receitas para o Estado e ajuda a controlar os preços de habitação”.
“Não podemos fazer de conta que não há um problema de bolha especulativa em Portugal”, diz a coordenadora do Bloco, acrescentando que “é importante que não seja uma medida simbólica, que tenha impacto real” e que “é preciso mesmo penalizar a compra imobiliário para vender pouco depois com muito lucro porque”. De acordo com Catarina Martins, esta “é a única forma de travar a bola especulativa imobiliária que o país está a viver e que está a fazer aumentar o preço da habitação e, com isso, a negar o direito à habitação”.