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Bloco apela a solução política e sem ingerências na Venezuela

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda apela a “uma solução política gerida de forma a levar a eleições livres e democráticas num curto espaço de tempo” e sem ingerência internacional na Venezuela.
Bloco de Esquerda apela a “solução política gerida de forma a levar a eleições livres e democráticas num curto espaço de tempo” e sem ingerência internacional na Venezuela
Bloco de Esquerda apela a “solução política gerida de forma a levar a eleições livres e democráticas num curto espaço de tempo” e sem ingerência internacional na Venezuela

Em declaração à comunicação social, Pedro Filipe Soares falou sobre o agravamento da crise e o aumento da tensão na Venezuela, salientando que o Bloco de Esquerda sempre criticou a “falta de democracia que tem existido nos últimos anos na Venezuela”. O líder parlamentar bloquista defendeu que o interesse da comunidade portuguesa deve nortear a ação do Governo.

“A aspiração do povo venezuelano a poder decidir de forma livre e soberana o seu futuro é uma aspiração que nós acompanhamos”, sublinhou Pedro Filipe Soares, referindo que a pressão para uma escolha entre o regime de Maduro, “que não soube manter essa democracia, nem ter uma economia em funcionamento”, ou “a escolha de um outro presidente apoiado por Trump e Bolsonaro” não deve “manietar” o povo venezuelano sobre a escolha do seu futuro.

“Por isso, nós apelamos a que haja uma solução política gerida de forma a levar até eleições livres e democráticas, num curto espaço de tempo”, afirmou Pedro Filipe Soares.

O líder do grupo parlamentar bloquista realçou a preocupação com a comunidade portuguesa de quase 500 mil pessoas e a necessidade do Governo português garantir a salvaguarda dos seus interesses.

Sobre o anúncio de Juan Guaidó de ser “presidente interino” da Venezuela, e do reconhecimento dessa declaração por parte do Governo de Trump, o líder parlamentar do Bloco afirmou: “Nós assistimos a este processo mais numa lógica geopolítica de definição das potências mundiais sobre o despojo dos poços de petróleo da Venezuela do que sobre o interesse do povo venezuelano”.

Pedro Filipe Soares defendeu que o interesse da comunidade portuguesa, e não o interesse dos norte-americanos, “deve nortear a ação do Governo português”, sem fechar “nenhuma ponte”. “Para isso acontecer, tem de haver uma ação diplomática capaz de chegar aos dois lados políticos que estão agora a lutar pelo poder na Venezuela”, afirmou.

“Para lá desta visão de curtíssimo prazo, uma visão de futuro para a Venezuela só é alcançável com eleições livres, participadas, democráticas e com uma solução política que medeie essas eleições”, realçou o líder parlamentar bloquista.

Pedro Filipe Soares criticou a “pressão política instrumentalizada de fora, como aquela a que nós assistimos por parte de Trump e de Bolsonaro”, apontando que nem Maduro, nem Guaidó, nenhum dos dois “tem legitimidade clara para estar à frente da Venezuela”.

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