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Berardo obteve mais de 48 milhões de benefícios fiscais em três anos

Entre o universo de empresas e entidades controladas por José Berardo, a maior parte dos benefícios de 2015 a 2017 foram atribuídos à Empresa Madeirense de Tabacos, instalada na Zona Franca da Madeira. Berardo quer apresentar queixa por violação do direito à imagem devido a transmissão da audição no Parlamento.
Joe Berardo. Foto de António Cotrim, Lusa.
Joe Berardo. Foto de António Cotrim, Lusa.

Segundo escreve o jornal Expresso, a Empresa Madeirense de Tabacos (EMT) é participada em 48,8% pela Fundação José Berardo. A Rentiglobo, associada às herdeiras de Horácio Roque, detém 49,8% da EMT, no entanto, a administração é liderada por Renato Berardo, filho de José Berardo.


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Nos últimos três anos, a EMT foi presenteada com 48,3 milhões de euros em benefícios fiscais: 16 milhões em 2015; 19 milhões em 2016; e 13,1 milhões em 2017.

Já em 2019, a EMT beneficiou de 13 milhões de euros devido à aplicação, nas regiões autónomas, de uma taxa reduzida de imposto sobre o tabaco. Acrescem ainda a esse montante os 133 mil euros que decorrem de pagar uma taxa mais baixa de IRC por estar instalada na Zona Franca da Madeira.

Entre 2015 e 2017 o restante universo de empresas e entidades controladas por José Berardo obteve 91 mil euros em benefícios fiscais: pouco mais de 36 mil na Fundação José Berardo; cerca de €42 mil na Bacalhôa Vinhos de Portugal; e mais de €12 mil na Matiz, empresa ligada à Quinta da Bacalhôa.

Não obstante empresas e outras entidades controladas por Berardo se encontrem em incumprimento perante a banca há vários anos, o empresário conseguiu no início de 2017 ter acesso a fundos comunitários para construir um museu em Estremoz.

Foi atribuída à Associação de Coleções, controlada por Berardo, uma comparticipação de €2,6 milhões do Feder — Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional para pagar 85% do custo do Museu Berardo Estremoz.

Berardo quer apresentar queixa por violação do direito à imagem

Segundo avança a RTP, Joe Berardo pretende processar judicialmente os deputados da comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD) por violação do direito à imagem. Em causa está a transmissão televisiva da audição do empresário, através da televisão do Parlamento (ARTV).

 

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