A Global Sumud Flotilha informou esta madrugada que “um dos principais barcos, conhecido como 'Family Boat' (Barco da Família) foi atingido por um drone. A embarcação, de nome Família Madeira, tem bandeira portuguesa e nela viajam os portugueses em direção a Gaza nesta expedição humanitária com o objetivo de romper o cerco imposto por Israel.
Para responder aos ataques à flotilha, foi convocada uma concentração no Largo Camões, em Lisboa, esta terça-feira às 18h30.
Sabe-se que todos os passageiros e tripulantes a bordo estão bem e a Flotilha anuncia que “está em curso uma investigação e, assim que houver mais informações disponíveis, estas serão divulgadas imediatamente”.
Os danos serão, ao que se apurou, “superficiais”. E assim, a avaliação é que a embarcação poderá seguir viagem esta quarta-feira.
A Flotilha diz ainda que “os atos de agressão destinados a intimidar e a inviabilizar a nossa missão não nos dissuadirão” e que “a missão pacífica de quebrar o cerco a Gaza e de [se] solidarizar com o seu povo continua com determinação e resolução”.
Durante a madrugada, centenas de tunisinos foram até ao porto de Sidi Bou Said, onde os barcos estão atracados, para mostrar a sua solidariedade.
Mariana Mortágua explicou nas redes sociais que “um drone lançou um dispositivo incendiário no barco onde estava a delegação portuguesa”, composta por ela, a atriz Sofia Aparício e o ativista Miguel Duarte, mas “está tudo bem”.
Miguel Duarte precisa que estava no barco quando ouviu um drone por cima das suas cabeças, parou junto a eles, deslocou-se lentamente para a parte da frente do barco e depois lançou aí uma bomba no deck. Seguiu-se “uma enorme explosão” e um grande fogo que os presentes conseguiram combater.