As ações do Banif estão em queda livre há muito tempo e essa queda acentuou-se nas últimas semanas. Segundo o Negócios, o Banif caiu na Bolsa 59,6% em 2015 e 35% no espaço de uma semana.
O Banif tem presidente executivo Jorge Tomé e como presidente do Conselho de Administração Luís Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo Sócrates e acérrimo defensor do bloco central.
O Estado ajudou o banco, em janeiro de 2013, com 1.100 milhões de euros: 700 milhões no capital do banco e 400 milhões em obrigações convertíveis (Cocos). (ver notícia no esquerda.net) Dos 400 milhões em obrigações o banco ainda deve 125 milhões de euros ao Estado e esse fator “tem contribuído de forma decisiva para o atraso na aprovação do Plano de Reestruturação por parte da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia”, segundo um analista citado pelo Negócios.
Nesta quarta-feira, as ações do Banif baixaram até 0,0019 euros e estavam cotadas em 0,0022 euros no encerramento da Bolsa, tendo caído 4,86% na sessão.
Segundo analistas, nas recentes quedas influíram significativamente as declarações da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que face às interrogações levantadas pelo PS afirmou que não foram "suscitadas quaisquer preocupações ou informações sobre temas que não sejam do conhecimento público", "como é o caso do processo de privatização da TAP ou a investigação aprofundada sobre o Banif iniciada pela Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia".
Outro analista, também citado pelo site do jornal, refere que o banco "permanece pressionado pelas dúvidas quanto aos rácios de capital num enquadramento de fraca rentabilidade do setor em Portugal, e provável dificuldade em reembolsar o Estado da ajuda".
"É cada vez mais difícil acreditar na possibilidade de o banco saldar a dívida subordinada injetada pelo Estado", salienta o analista. Note-se que o Banif vale atualmente 231,3 milhões de euros e o Estado detém 60,53% do capital do banco.