A comissão de avaliação coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) identificou “impactes negativos significativos e muito significativos” no projeto da central solar fotovoltaica Sophia, noticia esta quarta-feira a agência Lusa. Esses impactos foram identificados “ao nível da paisagem, do solo e uso do solo, do ordenamento do território e da socioeconomia”.
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Catarina Martins questiona Comissão Europeia sobre megaprojeto da BP na Beira Baixa
A megacentral Sophia é um projeto da Lightsource.bp uma empresa subsidiária da petrolífera BP que visa ocupar 390 hectares com módulos fotovoltaicos, 435 hectares considerando todas as infraestruturas, e um total de 1.734 hectares de área vedada. O objetivo é criar uma capacidade instalada de 867 MWp (Megawatt pico) através de um investimento a rondar os 590 milhões de euros.
O projeto tem sido contestado pelas populações destes concelhos, que contam com o apoio dos autarcas, tendo a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa emitido um parecer desfavorável no âmbito da consulta pública, cujo resultado também foi tido em conta pela comissão da APA. Em dezembro e em janeiro, realizaram-se manifestações em Lisboa, com a entrega de uma petição com quase 20 mil assinaturas contra os projetos de megacentrais solares previstos para a Beira Baixa.
Já era conhecida a posição do promotor do projeto de proceder a alterações para evitar o mais que previsível chumbo da APA. O processo de avaliação de impacte ambiental fica agora suspenso por um prazo máximo de seis meses para que a Lightsource.bp entregue uma versão modificada que possa ir ao encontro das exigências requeridas.