“O Interior não está à venda – Não às megacentrais solares” é o mote da manifestação que leva este sábado a Lisboa o movimento de cidadãos da Beira Baixa para uma manifestação a partir das 14h30 no Rossio. O objetivo, tal como na anterior manifestação em meados de dezembro, continua a ser o de travar os projetos Beira e Sophia, promovidos por empresas da BP que ameaçam ocupar mais de dois mil hectares nos concelhos do Fundão, Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Penamacor.
Na véspera da manifestação, uma delegação irá entregar na Assembleia da República uma petição que ainda pode ser subscrita aqui e conta com quase 20 mil assinaturas.
central fotovoltaica
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O movimento assinala que o projeto Beira teve o segundo parecer negativo da agência Portuguesa para o Ambiente e “já há comunicações do primeiro-ministro no sentido de que o projeto Sophia vai pelo mesmo caminho”, mas nada disso é conclusivo, pelo que mantêm o foco no que consideram essencial: “que a Beira Baixa e Portugal não podem vender o seu território (físico, natural, humano, económico, paisagístico, patrimonial) para a implantação de projetos que o deturpam e violam”.
Estes cidadãos dizem que não se opõem à transição energética do país, mas repudiam o modelo atual, “que ameaça transformar o interior do país numa zona de sacrifício ambiental e social”. m alternativa propõem “soluções de energia renovável, geradora de vida, baseadas em modelos descentralizados e integrados no território, e não em megainfraestruturas”, com envolvimento das populações nas decisões a tomar para garantir que “os territórios, os patrimónios, as comunidades e as paisagens não sejam sacrificados em nome de projetos megalómanos”.