Lutas

Protesto contra megacentrais solares na Beira Baixa volta a Lisboa no sábado

28 de janeiro 2026 - 15:52

Petição conta com quase 20 mil assinaturas e será entregue na sexta-feira no Parlamento. No sábado há manifestação no Rossio.

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Protesto junto ao Parlamento contra as megacentrais solares na Beira Baixa
Protesto junto ao Parlamento contra as megacentrais solares na Beira Baixa em dezembro. Foto de Miguel Lopes.

“O Interior não está à venda – Não às megacentrais solares” é o mote da manifestação que leva este sábado a Lisboa o movimento de cidadãos da Beira Baixa para uma manifestação a partir das 14h30 no Rossio. O objetivo, tal como na anterior manifestação em meados de dezembro, continua a ser o de travar os projetos Beira e Sophia, promovidos por empresas da BP que ameaçam ocupar mais de dois mil hectares nos concelhos do Fundão, Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Penamacor.

Na véspera da manifestação, uma delegação irá entregar na Assembleia da República uma petição que ainda pode ser subscrita aqui e conta com quase 20 mil assinaturas.

O movimento assinala que o projeto Beira teve o segundo parecer negativo da agência Portuguesa para o Ambiente e “já há comunicações do primeiro-ministro no sentido de que o projeto Sophia vai pelo mesmo caminho”, mas nada disso é conclusivo, pelo que mantêm o foco no que consideram essencial: “que a Beira Baixa e Portugal não podem vender o seu território (físico, natural, humano, económico, paisagístico, patrimonial) para a implantação de projetos que o deturpam e violam”.

Estes cidadãos dizem que não se opõem à transição energética do país, mas repudiam o modelo atual, “que ameaça transformar o interior do país numa zona de sacrifício ambiental e social”. m alternativa propõem “soluções de energia renovável, geradora de vida, baseadas em modelos descentralizados e integrados no território, e não em megainfraestruturas”, com envolvimento das populações nas decisões a tomar para garantir que “os territórios, os patrimónios, as comunidades e as paisagens não sejam sacrificados em nome de projetos megalómanos”.
 

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