Desigualdade

Salário do dono do Pingo Doce foi 226 vezes maior que a média dos trabalhadores

15 de maio 2026 - 11:03

As remunerações dos presidentes executivos das 15 maiores empresas cotadas na bolsa de Lisboa somaram 23,4 milhões no ano passado. Em média, as remunerações dos CEO ficaram 53 vezes acima dos trabalhadores das suas empresas.

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Pedro Soares dos Santos
Pedro Soares dos Santos

A análise às contas das remunerações dos líderes das principais empresas cotadas na bolsa portuguesa, divulgada esta sexta-feira pelo Jornal de Notícias, dá conta da enorme diferença salarial entre os CEO e os trabalhadores da mesma empresa.

Em média a diferença é de 53 vezes mais do que o salário médio dos trabalhadores. Destaca-se o CEO da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, com cinco milhões de euros em salários fio, variável e bónus, 226 vezes mais do que os trabalhadores de um grupo onde o salário médio ronda os 22 mil euros, influenciado pela forte presença em países como a Colômbia ou a Polónia.

Acima da média encontra-se também o CEO da Altri, José Soares de Pina, remunerado 145 vezes acima da média salarial dos seus trabalhadores, e a líder da Sonae, Cláudia Azevedo, cujos dois milhões de euros de remuneração são 76 vezes mais do que os 26.561 euros anuais que ganham em média os trabalhadores do grupo.

Se os salários médios dos trabalhadores continuam entre os mais baixos da Europa, os pacotes salariais destes executivos em nada se comparam. Muitos incluem carro com motorista, combustível sem limite, seguros de saúde e de vida, planos complementares de reforma e até descontos na luz e gás, além de habitação paga pela empresa.