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Amazon anuncia novo recorde de lucros no primeiro trimestre

Desde o início da pandemia, a empresa de Jeff Bezos teve um lucro equivalente à soma dos três anos anteriores. E beneficiou também no último ano de isenções fiscais inéditas, que permitiram à Amazon arrecadar 631 milhões de dólares.
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O lucro recorde da Amazon não evitou o despedimento de 27 mil trabalhadores no primeiro trimestre. Foto Fibonacci Blue/Flickr.

A multinacional norte-americana de comércio online Amazon anunciou um lucro no primeiro trimestre do ano de 8,1 mil milhões de dólares (6,7 mil milhões de euros), mais do triplo apresentado há um ano e que corresponde a uma faturação de 108,5 mil milhões de dólares no trimestre, face aos 75,5 mil milhões homólogos.

A empresa explica os lucros recorde através da expansão acelerada do comércio eletrónico devido à crise pandémica. No entanto, os pacotes de apoio estadual criados durante a pandemia tiveram também um papel significativo para ajudar a empresa a obter estes resultados.

Segundo o site goodjobsfirst.com, que acompanha os subsídios públicos dados a empresas, pode-se verificar que, desde o ano 2000, a Amazon recebeu já pelo menos 3,8 mil milhões de dólares em apoios federais ou locais, 631 milhões dos quais apenas em 2020/21.

No total, de abril do ano passado até ao final de março deste ano, a Amazon acumulou um lucro de 22 mil milhões de euros. Um valor que é superior ao lucro acumulado ao longo dos três anos anteriores. Entre 2017 e 2019 a Amazon lucrou vinte mil milhões de euros.

Comparando o primeiro trimestre de 2020 com o de 2021, a evolução é igualmente expressiva: o lucro passou de 2 mil para 6,7 mil milhões de euros.

Mercearias e produtos de limpeza foram alguns dos produtos que as pessoas passaram a obter através da plataforma de comércio eletrónico.

Se o aumento de comércio levou a multinacional a contratar trabalhadores precários durante 2020, no primeiro trimestre - que se segue ao pico de vendas em época natalícia - o número de despedimentos atingiu o número recorde de 27 mil trabalhadores.

As condições de trabalho na empresa são consideradas como desumanas e contra os direitos humanos, com riscos de saúde e uma constante pressão e controlo hierárquico ao nível dos segundos que cada trabalhador leva para cada tarefa, bem como controlar grupos de trabalhadores que se tentem organizar, incluindo espiando as suas conversas. Recentemente, a empresa conseguiu impedir a sindicalização dos seus trabalhadores no gigantesco armazém em Bessemer, no estado do Alabama.

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