De acordo com as estruturas sindicais, a adesão à greve dos assistentes técnicos e operacionais nos hospitais no período da manhã rondava os 90%.
Orlando Gonçalves, do STFPSN - Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, afirmou, em declarações à RTP, que, no Hospital de São João, onde existem mais de 2000 assistentes técnicos e operacionais, se sente um “forte impacto nos internamentos e nas cirurgias”.
“Nas enfermarias a adesão à greve está fortíssima, quase total, e nos blocos operatórios só estão a ser realizadas cirurgias de urgência e as oncológicas de grau 3 e 4” em que estão previstos serviços mínimos, “e muito bem”, explicou o dirigente sindical.
Sebastião Santana, coordenador da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTPS), acrescentou que, em Lisboa, “muitos hospitais apenas asseguram serviços mínimos por trabalhadores que estão em carreiras gerais”.
No caso dos assistentes operacionais, o que se pretende é que “o processo de revisão da carreira, cujas negociações agora decorrem, satisfaça reivindicações que são muito antigas”.
Para os mais de 30 mil assistentes operacionais, está em causa, especificamente, a criação da carreira de técnico auxiliar de saúde e aumentos salariais.
Já os assistentes técnicos, mais conhecidos como administrativos, reivindicam a contagem do tempo de serviço. Sebastião Santana assinalou que é exigida a aplicação de um acordo assinado em 2018 que continua por cumprir, “com enorme prejuízo para os trabalhadores”.
Os profissionais de saúde querem ver ainda aplicadas as 35 horas semanais de trabalho e alertam para a necessidade de contratação de mais trabalhadores, tão necessários para o Serviço Nacional de Saúde.