ACT dá razão a trabalhadores sobre ilegalidades na Reditus

27 de novembro 2023 - 20:06

SINTTAV explica que a Autoridade para as Condições de Trabalho deliberou que os impedimentos de ir à casa de banho são ilegais, assim como a marcação de faltas injustificadas. E que a ACT reforçou que o trabalho suplementar deve ser pago. Bloco tem acompanhado luta destes trabalhadores.

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Concentração dos trabalhadores do call-center da Segurança Social contratados pela Reditus em Castelo Branco. Foto José Soeiro/Facebook

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV) saúda a decisão da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), no sentido de considerar ilegais os impedimentos de ir à casa de banho e a marcação de faltas injustificadas. A estrutura sindical assinala que, se a empresa continuar a violar a lei, irá tomar novas medidas. O SINTTAV dá ainda conta de que a ACT reforçou que o trabalho suplementar deve ser pago.

De acordo com o sindicato, “a luta por melhores salários, pelo aumento do subsídio de refeição e por melhores condições laborais é legítima e para continuar”.

O SINTTAV fez referência à paralisação de dia 13 de novembro, registando que a luta dos trabalhadores, que mereceu cobertura pela comunicação social, contou com o apoio deste sindicato, da população em geral, da CGTP, da União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB), do sindicato têxtil, do Sindicato dos Professores da Região Centro e da função pública, bem como do PCP e Bloco de Esquerda.

Nesse dia, mais de 150 trabalhadores do call center da Segurança Social de Castelo Branco estiveram em greve, que foi acompanhada por uma concentração no centro da cidade.

O deputado José Soeiro, que participou no protesto, agradeceu o "exemplo de dignidade" destes trabalhadores e sublinhou tratar-se de "um serviço que é tutelado pela ministra que tem a responsabilidade pelas condições de trabalho e por garantir que a lei é respeitada". O dirigente bloquista acusou o Governo de “dar o pior exemplo" ao recorrer ao outsourcing para preencher necessidades permanentes e "com trabalhadores qualificados que ganham o salário mínimo".