Espanha

O relatório da Comissão Interministerial foi divulgado esta terça-feira. A pedido das empresas energéticas não nomeia quais foram responsáveis pelo apagão. Mas a imprensa revelou que a origem está na megacentral fotovoltaica da Iberdrola em Badajoz.
 

A gravidade deste caso é óbvia e confirma que neste regime - e nos principais partidos que asseguraram a sua continuidade até agora - a corrupção não é marginal, mas estrutural, como pudemos constatar desde as suas origens ao longo de sucessivos escândalos, com Juan Carlos I à cabeça e com governos tanto do PSOE como do PP. 

Jaime Pastor

Aos escândalos das “cloacas do Estado” usadas pelo governo de Mariano Rajoy em 2015 e 2016 para travar a ascensão do partido da esquerda espanhola junta-se agora o da montagem policial de um suposto negócio de venda de 40 quilos de cocaína num bar madrileno.

O KKR tem negócios imobiliários nos territórios ocupados na Palestina e interesses em Israel. Quando se soube, centenas de artistas começaram a desvincular-se dos festivais e dezenas de milhares de pessoas protestaram nas redes sociais.

Foram 700 mil as pessoas que assinaram o documento que fez o governo espanhol avançar agora com uma proposta. Os detalhes estão ainda a ser negociados para assegurar aprovação.

O Tribunal Superior de Justiça deu razão ao executivo no caso de uma primeira série de 5.800 anúncios, obrigando a empresa a apagá-los. O ministro Bustinduy celebrou a “vitória clara”, que mostra ser possível “garantir que nenhum interesse económico prevaleça sobre o direito à habitação”.

A proposta é de reduzir o horário de trabalho semanal para às 37,5 horas. Para além disso pretende-se implementar o "direito a desligar" do trabalho fora do horário.

Em entrevista ao Esquerda.net, a eurodeputada espanhola e ex-ministra da Igualdade, Irene Montero, parte do caso de importação de munições israelitas que dividiu o Governo espanhol para traçar o caminho perigoso que a Europa está a fazer na corrida armamentista.

Daniel Moura Borges

O primeiro-ministro quer responsabilidades dos privados, a esquerda insiste no controlo público da energia, a direita ataca a gestão da crise e a extrema-direita cai nas notícias falsas. O debate político espanhol é também marcado pelo braço de ferro entre defensores do nuclear e das renováveis. Com os ecologistas a exigirem um novo modelo.

Face à ameaça de crise com os parceiros de Governo, Pedro Sánchez mandou cancelar o contrato de compra de balas que o Ministério do Interior tinha celebrado com uma empresa israelita.

Depois do anúncio do reforço da despesa militar, o Ministério do Interior espanhol decidiu avançar com um contrato de compra de balas a uma empresa israelita, que tinha cancelado em outubro. Sumar e Izquierda Unida admitem sair do executivo.

Este fim de semana houve manifestações massivas em 42 cidades. Só em Madrid foram mais 100.000. De igual dimensão foi o protesto em Barcelona. Luta-se contra o facto de o Governo continuar a considerar a habitação como um negócio.

Um projeto para um novo poço de gás natural “numa zona muito sensível para o espaço protegido” do parque natural conta com a oposição firme dos ecologistas.

Entre as suspeitas de financiamento ilegal ao Vox está um empréstimo de nove milhões de euros por parte de um banco detido por um fundo público próximo de Orbán.

Os eventos tauromáquicos estão blindados no país por uma lei que os considera património cultural e não deixa assim as comunidade autonómicas e autarquias decidir sobre eles. As sondagens dizem que a maioria dos espanhóis se opõem.

Por detrás de vídeos misóginos e racistas e bravatas contra grupos vulneráveis, o proprietário da Desokupa, Daniel Esteve, gere uma emaranhada rede de negócios de compra e venda de casas. Viagem aos meandros do mundo dos despejos violentos.

Diego Delgado e Carlos H. de Frutos

Entre as doze medidas apresentadas por Pedro Sánchez está o aumento da taxação sobre a compra de casas por não-residentes e o alojamento local. Esquerda diz que medidas são insuficientes e exige intervenção no mercado para baixar preços das rendas.

Foi um aumento de mortes de mais de 58% num ano. Um número recorde, de acordo com o relatório de Monitorização do Direito à Vida da Caminando Fronteras.

El Salto

Redução da jornada semanal de trabalho, aumentos salariais bem acima do que o patronato propunha, descongelamento dos subsídios de antiguidade e benefícios de saúde e amamentação, entre outros, foram as contrapartidas aceites para desmarcar a paralisação.

Medidas anunciadas esta quinta-feira visam acabar com os preços especulativos das plataformas digitais em situações classificadas como emergência pela proteção civil, bem como evitar que se repita o abuso patronal que obrigou milhares de trabalhadores a permanecerem nas empresas durante o alerta vermelho na região de Valência.