A greve nacional convocada pelo SEP foi a resposta ao incumprimento por parte do Ministério do compromisso de fazer até ao final de fevereiro o levantamento dos casos de discriminação relativos à contabilização dos pontos para progressão na carreira.
O acordo coletivo de trabalho promovido pelo governo de direita quer fazer os enfermeiros “trabalhar mais e receber menos”. Esta sexta, muitos serviços paralisaram a 100% e foi entregue uma posição subscrita por mais de 11.000 trabalhadores.
Depois de ter sido conhecido que os contratos dos enfermeiros não iriam ser renovados, a administração acabou por confirmar que iria celebrar novos contratos precários ao abrigo do plano sazonal de inverno.
Sindicato dos Enfermeiros Portugueses diz que a proposta do Governo retira direitos, impede a progressão dos enfermeiros e impõe regimes que prolongam o horário de trabalho diário e semanal.
O Sindicato dos Enfermeiros denuncia que a ULS local queria renovar contrato com estes enfermeiros mas “por orientação superior” recebeu ordem para não o fazer. A justificação que encontra é o plano para privatizar a estrutura.
A chegada do Verão agrava o que já é “cada vez mais evidente” durante todo o ano. Os enfermeiros do Algarve estão exaustos e faltam profissionais para assegurar o direito à saúde. O sindicato estima que faltam 1.500 enfermeiros em toda a região.
Inquérito do PLANAPP aos profissionais de saúde avaliou o grau de satisfação com as várias dimensões do seu trabalho. No caso dos médicos, a insatisfação é maior no Algarve e em Lisboa e Vale do Tejo.
O Hospital Amadora-Sintra pode perder centenas de enfermeiros se continuar em vigor o acordo coletivo do tempo em que era uma PPP. Fartos de trabalhar mais horas por menos saário, os enfermeiros exigem as mesmas condições dos que trabalham no SNS.
Enfermeiras discriminadas por estarem em licença de parentalidade ou de gravidez de risco veem finalmente uma resposta às suas reivindicações. Grupo de 18 enfermeiras passa a receber o suplemento remuneratório de enfermeiras especialista com retroativos e é integrado na carreira certa.
Enfermeiros em Vila Real lutam pela transformação de contratos precários em contratos definitivos, pagamento de retroativos a 2018 e contabilização de pontos para progressão de carreira. Concentração faz parte de mais de uma dezena de ações de luta planeadas a nível nacional para o mês de agosto.
Enfermeiras não conseguiram progredir para categoria superior porque estavam em licença de parentalidade ou gravidez de risco. Bloco apresenta hoje projeto de lei para resolver situação de discriminação que se arrasta desde 2018.
Enfermeiros lutam contra a discriminação na carreira de enfermagem e por aumentos salariais significativos. Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou que a greve está com uma adesão de 80% e que há mais de uma dezena de novas ações de luta planeadas para Agosto.
Sindicato rejeita as sucessivas políticas de remendos que têm deixado o Algarve com cada vez menos enfermeiros. E quer conhecer a experiência-piloto que a ministra anunciou para a Região, mas sem explicar o seu alcance.
No ano passado, os profissionais de saúde realizaram 16,9 milhões de horas extraordinárias. A estas juntaram-se mais seis milhões de horas de trabalho por parte de tarefeiros, sobretudo médicos.
Os médicos querem “uma tabela salarial digna” e consideram inaceitável o aumento do limite do trabalho extraordinário. Os enfermeiros dos hospitais privados pretendem também melhorias salariais e que a compensação pelo horário de trabalho desfasado se aplique a quem trabalhe por turnos e à noite.
Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou esta quinta-feira duas greves a 28 e 30 de junho. Melhores condições de trabalho, a contratação de mais profissionais e a contagem de pontos para efeitos de progressão na carreira constam do caderno reivindicativo.