Política

Marisa Matias acusou esta segunda-feira, em Espinho, o PS de saber muito bem “que defender os compromissos” inscritos no programa político apresentado no sábado “e ao mesmo tempo o tratado orçamental é enganar as pessoas”.

A 3 de Março, no Parlamento Europeu, discutiu-se a precariedade laboral nas suas diversas formulações. A iniciativa do Bloco de Esquerda juntou associações de precários e migrantes. Artigo de Ana Catarino.

Marisa Matias defendeu este domingo em Alcouce, Condeixa, que os portugueses não podem ser os “cofres onde o Governo e as instituições europeias vêm buscar dinheiro de cada vez que querem alimentar os seus amigos”. Catarina Martins disse que “o dia 25 de maio tem que ser o dia de ajuste de contas com uma direita que acha excelente a destruição do país”. Pureza afirmou que “precisamos de alguém que não faça alianças para trocar a alma por conveniências”.

No comício de dia 17 de maio, no Largo de São Domingos, em Lisboa, João Lavinha, segundo da lista de candidatos do Bloco às eleições europeias, defendeu que “a austeridade é incompatível com a democracia, quer nos seus fins, quer nos meios que são necessários para a impor”. O Esquerda.net reproduz na íntegra a sua intervenção.

Numa sardinhada junto à Lagoa de Óbidos, a cabeça de lista do Bloco às eleições europeias frisou que "vale a pena fazer todas as lutas e todos os esforços" para dar a volta à situação do país e recuperar a política. A coordenadora nacional do Bloco, Catarina Martins, afirmou, por sua vez, que “nem o PSD e CDS acreditam no milagre económico apresentado pelo Governo”.

Para sair da crise importa desenvolver a economia local. Esta foi a tese defendida por Mariana Mortágua aquando da sua visita à Região de Lafões, no passado dia 16 de maio. Como refere a deputada, “esta é das poucas hipóteses que Portugal tem para conseguir sair desta situação de crise”.

Durante uma iniciativa de campanha na Praia de Supertubos, em Peniche, durante a qual foram abordadas as potencialidades do surf, Marisa Matias, referindo-se aos 80 compromissos anunciados pelo PS, frisou que “ou bem que se abdica do Tratado Orçamental ou então são só promessas para se ver em campanha eleitoral".

Ao mesmo tempo que PSD e CDS-PP celebram a tão propalada saída da troika e os resultados obtidos nestes três últimos anos, que se traduzem no estrangulamento da economia do país, no aumento da pobreza e do desemprego, várias são as vozes que deixam a ameaça no ar: a austeridade é para ficar!

Este sábado, a cabeça de lista do Bloco às eleições europeias esteve presente no protesto, em frente à residência oficial do primeiro-ministro, dos cerca de 70 mineiros das antigas minas de urânio da Urgeiriça (Nelas), que voltaram a exigir compensações para os mineiros doentes e indemnizações para as famílias dos que morreram por doenças profissionais.

No dia internacional contra a homofobia e transfobia, a cabeça de lista do Bloco às eleições europeias participou na iniciativa “Arco Íris no Jardim”, em Lisboa, organizada pela ILGA e pela Junta de Freguesia da Misericórdia. Segundo Marisa Matias, "este mandato no Parlamento Europeu ficou marcado por posições muito discriminatórias e muito conservadoras relativamente aos direitos das minorias sexuais".

Durante o comício no Largo de São Domingos, em Lisboa, Marisa Matias defendeu que “é rompendo com toda a austeridade, quer a que é imposta pelo Governo quer com a austeridade 'fofinha' do PS, que se promove um caminho para o crescimento”. A candidata bloquista frisou ainda que o dia 17 de maio ficará marcado na história como o dia mundial da luta contra a homofobia e transfobia e não como o dia da saída limpa, já que, a partir de amanhã, continuaremos exatamente como hoje.

Segundo afirmou o coordenador do Bloco, João Semedo, durante uma ação de campanha na Amadora, a saída da troika do país, assinalada este sábado, é uma "história da carochinha", já que "a única coisa que muda é que o Governo perde o seu bode expiatório de estimação" e "já não pode evocar a presença da troika para justificar a sua política".

Durante um comício que teve lugar no Instituto da Juventude de Faro, e que contou com a participação musical de Vasco Ribeiro Casais, do projeto Omiri, a cabeça de lista do Bloco às eleições europeias, Marisa Matias, assinalou que, após três anos de troika, o país recuou 13 anos a nível do PIB e 17 anos em número de empregos, a par de registar uma dívida em níveis nunca vistos na história da democracia.

Reagindo ao facto de o Governo ter desvalorizado os dados apresentados esta semana pelo INE, que assinalam uma quebra do crescimento económico no primeiro trimestre de 2014 face ao último trimestre do ano anterior, o coordenador nacional do Bloco, João Semedo, afirmou que “a evolução do país é mais desemprego e mais recessão” e que “é natural que o Governo não queira, mais uma vez, reconhecer a realidade”.

Marisa Matias apontou os problemas de mobilidade no Algarve, “na rede rodoviária e na rede ferroviária, que não está eletrificada” e denunciou que a estrada nacional 125, não é alternativa à Via do Infante e tem elevados níveis de sinistralidade, “que têm aumentado à medida que as pessoas deixam de ter dinheiro para pagar as portagens”.