Política

Reagindo ao anúncio do aumento da dívida pública para 132,4% do PIB no primeiro trimestre do ano, Marisa Matias afirmou que ele vem dar razão aos defensores da reestruturação da dívida, ao mesmo tempo que desmente as promessas de consolidação orçamental por parte do Governo.

Três anos de troika e de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas e os resultados estão à vista: a par de uma economia destruída, um desemprego galopante e de uma população cada vez mais empobrecida, Portugal conta agora com uma dívida pública de 132,4% do PIB, segundo avança esta quinta-feira o Banco de Portugal. Face ao final de 2013, a dívida agravou-se em 7.053 milhões de euros, fixando-se em 220.684 milhões.

Alfredo Barroso, que integra a lista de apoiantes da candidatura encabeçada por Marisa Matias, participará esta quinta feira num comício do Bloco em Coimbra, pelas 21h. O militante histórico e fundador do PS afirma estar com a luta contra o “odioso” Tratado Orçamental.

Durante um jantar/comício que reuniu mais de 300 pessoas em Almada, Marisa Matias frisou que "a menos de 100 horas" das europeias de domingo, "ninguém deu pela salvação do país da bancarrota". “Não há maior bancarrota do que a do BPN laranja. Essa é uma das bancarrotas que nós queremos combater”, avançou a cabeça de lista do Bloco de Esquerda.

No final de uma visita ao Centro de formação profissional no Seixal, Marisa Matias frisou que é necessário “colocar a criação de emprego no centro da política", combatendo, dessa forma, a “emigração forçada” a que o Governo tem condenado os cidadãos.

Chanceler alemã nem se dá ao trabalho de esperar o veredito dos eleitores para formar o próximo Executivo europeu, afirmando mesmo que não tem de haver um "automatismo" (não seria “democracia”?) entre os resultados das eleições europeias e o novo presidente da Comissão Europeia. Diz-se confiante num fácil acordo entre conservadores e socialistas.

Em visita à Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, cabeça de lista do Bloco recorda que doença é responsável por 10% do orçamento do SNS e que a prevenção foi muito afetada pela crise.

Num comício muito participado em Braga, Marisa Matias evocou a revolta da Maria da Fonte, que a partir daquele distrito “pôs todo o país de pé e derrubou um governo que não servia a nação”. Francisco Louçã foi um dos oradores e previu a derrota da direita nas eleições “por cabazada”.

Nesta entrevista ao esquerda.net, a candidata às eleições europeias e ativista LGBT Fabíola Cardoso fala das razões da sua candidatura e do seu ativismo, que hoje passa por lutar pela igualdade entre todas as famílias face a uma lei que continua a não reconhecer a coadoção por casais do mesmo sexo.

A solidariedade com a Palestina tem marcado os mandatos do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu. Tal como Miguel Portas, as eurodeputadas Marisa Matias e Alda Sousa integraram as campanhas pelo fim do cerco a Gaza e confrontaram Bruxelas com as suas responsabilidades na mediação do conflito. Artigo de Ana Catarino.

Referindo-se à notícia de que o ministério da Saúde quer impor a lei da rolha aos profissionais do setor, a eurodeputada do Bloco sugeriu ao governo: “Se quer perseguir alguma coisa, que não persiga os serviços públicos e persiga as parcerias-públicas que então na área da saúde têm sido mesmo sorvedouros de dinheiro".

A ordem dos médicos denunciou que o ministério da Saúde está a preparar um despacho impondo a lei da rolha aos profissionais de saúde. "Se os médicos forem proibidos de denunciar situações que estão mal nas instituições do SNS, quem sai prejudicado são os doentes, é a segurança dos doentes que fica em causa", declara o presidente do conselho regional do norte da ordem dos médicos.

Em Aveiro, Marisa Matias respondeu à afirmação de Paulo Rangel, de que a sua campanha “é da vacina contra o despesismo”, acusando a direita de ter aumentado a dívida pública de 90% para 130% do PIB e de ter deitado para o lixo 18.000 milhões de euros. João Semedo considerou que o PS não quer ser empurrado para a esquerda e lembrou que, quando Vítor Gaspar e Paulo Portas se demitiram, o PS deu "a mão à direita".

Um dos personagens mais patéticos, no cenário político europeu, é Olli Rehn, porta-voz máximo do neoliberalismo na CE: Reproduz, acriticamente, as suas receitas, que levaram a Espanha ao desastre e continua, hoje ainda, a insistir na necessidade das políticas de austeridade.

porVicenç Navarro

“A alternativa estará sempre em quem defender que, na Europa, o centro deve ser sempre o emprego e não a dívida, em quem defende a necessidade da reestruturação da dívida”, defendeu Catarina Martins, num almoço que contou com as presenças dos músicos Miguel Guedes e Ana Deus, da escritora Regina Guimarães, do arquiteto Alexandre Alves Costa e do ator e programador cultural Mário Moutinho.