Está aqui

Marisa acusa governo de querer matar SNS

Referindo-se à notícia de que o ministério da Saúde quer impor a lei da rolha aos profissionais do setor, a eurodeputada do Bloco sugeriu ao governo: “Se quer perseguir alguma coisa, que não persiga os serviços públicos e persiga as parcerias-públicas que então na área da saúde têm sido mesmo sorvedouros de dinheiro".
Marisa Matias sugeriu ao governo: “Se quer perseguir alguma coisa, que não persiga os serviços públicos e persiga as parcerias-públicas que então na área da saúde têm sido mesmo sorvedouros de dinheiro" - Foto de Paulete Matos

Marisa Matias visitou nesta terça-feira o centro hospitalar do Alto Ave, em Guimarães e, segundo a Lusa, considerou que o centro é "um bom exemplo de como é que estão a reduzir a dívida reforçando os serviços públicos e reforçando os direitos dos trabalhadores".

Marisa Matias afirmou também: "O Governo devia tomar estes exemplos. Se quer perseguir alguma coisa, que não persiga os serviços públicos e persiga as parcerias-públicas [parcerias público-privadas] que então na área da saúde têm sido mesmo sorvedouros de dinheiro".

Referindo-se à notícia de que o ministério da Saúde quer impor lei da rolha a profissionais do setor, a eurodeputada declarou: "Queremos defender o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Num dia de hoje, com as notícias que vieram a público relativamente aos planos do governo, eu gostaria de dizer que o governo está a querer matar o SNS".

Marisa Matias salientou também que "há um incentivo por parte do Governo para desmantelar o SNS, para o destruir e para o tornar irrelevante", sublinhando que o governo tem, no entanto, "um problema" porque tem profissionais que defendem o SNS, e é por isso que "aponta como solução a ‘lei da rolha’, ou seja, calar à força os profissionais para que não possam vir dizer em público aquilo que estão a ser os ataques ao SNS".

A eurodeputada, referindo-se ainda ao centro hospitalar do Alto Ave, realçou:

"Nós podemos hoje ver aqui neste hospital público como a redução de custos se pode fazer na saúde. Neste caso, contratando - com contratos de trabalho decentes - 30 médicos que vieram substituir 40 que estavam forçados a contratar em regime de prestação de serviços. Esses 40 médicos tinham um horário equivalente a 10 médicos, que custavam muito mais e este hospital optou por contratar 30 com direitos e a tempo inteiro". E rematou: "É assim que se faz a defesa dos serviços públicos e do SNS, consolidando aquilo que é a qualidade de oferta".

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Europeias 2014, Política
(...)