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Alfredo Barroso participa hoje em comício do Bloco

Alfredo Barroso, que integra a lista de apoiantes da candidatura encabeçada por Marisa Matias, participará esta quinta feira num comício do Bloco em Coimbra, pelas 21h. O militante histórico e fundador do PS afirma estar com a luta contra o “odioso” Tratado Orçamental.
Foto João Relvas/Lusa.

A iniciativa, que terá lugar no Pátio da Inquisição, contará ainda com as intervenções de Marisa Matias, de Shahd Whadi, Fabíola Cardoso, José Manuel Pureza, e João Semedo, bem como com a música de JP Simões.

Segundo Alfredo Barroso, o seu apoio à lista encabeçada por Marisa Matias e o seu voto no Bloco devem-se ao facto de este ter sido “o partido de esquerda que fez da luta contra este odioso pacto uma das bandeiras da sua campanha”. Para o antigo chefe da Casa Civil da Presidência da República, a essência do Tratado Orçamental (TO) “é fazer recuar ainda mais o pouco que ainda resta de democracia na União Europeia”.

O TO “implica necessariamente uma forma de austeridade perpétua, sobretudo para os países periféricos da União Europeia, aumenta acentuadamente o risco de explosão da Zona Euro e conduz inevitavelmente a uma retração brutal da democracia na Europa, que pode ser mortal, ao agravar impiedosamente o défice democrático de que sofre há décadas a União Europeia”, avançou o militante histórico e fundador do PS numa comunicação apresentada num debate sobre a Europa, realizado pelo Le Monde Diplomatique, em Lisboa.

“Não tenho hoje a menor dúvida de que a fronteira que separa a esquerda da direita, em relação à União Europeia, passa pelo odioso 'Pacto Orçamental'”, sublinhou Alfredo Barroso, recordando que a sua aprovação contou com a “cumplicidade dos partidos socialistas, social-democratas e trabalhistas membros da Internacional Socialista”.

O fundador do PS diz que o Tratado Orçamental “constitui - depois do Tratado de Maastricht (1992) e do Tratado de Lisboa (2007) - uma espécie de III Ato da história do euro, ao impor de forma radical (e inédita) os princípios do neoliberalismo – ou do ordoliberalismo alemão – que presidem, desde o início, à construção da moeda única”.

Entre os apoiantes da lista encabeçada por Marisa Matias estão ainda Pilar del Rio, Margarida Gil, Boaventura Sousa Santos, Fernando Tordo. Mário Tomé, militar de Abril, é o mandatário nacional. Destacam-se nomes da literatura: Afonso Cruz, Richard Zimler, Hélia Correia, Luísa Costa Gomes, José Luís Peixoto e Filomena Marona Beja.

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