A imigração é um bem e uma necessidade. Tem de ser acompanhada por políticas que garantam mais habitação, fiscalização rigorosa contra a exploração laboral, integração na lei do trabalho e na contratação coletiva.
O 25 de Abril abriu as portas da transformação e inspirou todo um povo a que se libertasse do fascismo. Hoje, temos de continuar o processo iniciado em 1974, defendendo a liberdade, sabendo que a construção de um outro mundo, de iguais, é possível.
Cabe aos democratas e aos seus partidos mostrar a quem votou na extrema-direita que acreditou em falsas promessas com que pretenderam iludi-los. Mas é preciso também que quem governa não se governe e atente muito mais às necessidades do Povo, e não só à Europa.
Soube esta semana que tinha sido fundado em 2021 “O Movimento Acção Ética”. E, deste movimento da direita conservadora, destaco dois nomes: Paulo Otero e Bagão Félix, dois dos coordenadores do livro “Identidade e Família” do qual toda a gente tem ouvido falar nestes dias.
A construção de uma verdadeira Europa de paz, tolerante e respeitadora dos direitos humanos só será possível com menos NATO e até com a sua dissolução, e não com a sua ampliação e reforço militarista.
A dignidade das mulheres só se garante com a igualdade, plena, na lei e na sociedade, e a lei não pode continuar a ser um veículo legitimador de ideias retrógradas e papéis de género. Está na hora de dizer adeus ao ‘’bom pai de família’’.
Nos Açores, uma deputada do “Chega”, achou por bem votar contra um voto de saudação aos 50 anos do 25 de abril. Quando chegamos a este ponto, só apetece mesmo dizer: não me chateiem. Mas que ninguém se iluda: este é o momento de irmos para a rua defender a nossa voz e os nossos direitos.
Sem perspetiva histórica, sem projeções de futuro a política degenera no simples cálculo administrativo e no jogo das ambições. É o colapso do pensamento estratégico, da articulação de vontades e da dimensão ética no combate às injustiças.
Celebramos os 50 anos da Revolução dos Cravos no ano em que votamos também uma nova composição para o Parlamento Europeu. Este é o único órgão da União Europeia para o qual podemos eleger uma voz alheia aos interesses económicos.
A luta pela paz na Ucrânia, bem como na Palestina ou noutras regiões do Médio Oriente, é um auxiliar de grande alcance para combater e travar a extrema-direita. É a procura de neutralizar um dos geradores da corrente neofascista.
É crucial reconhecer a diferença entre considerar as pessoas com doença como meros “pacientes” passivos e vê-los como "impacientes" – indivíduos dotados de um conhecimento único e uma experiência de vida valiosa, adquirida através da gestão diária da sua saúde.