José Joaquim Ferreira dos Santos

José Joaquim Ferreira dos Santos

Reformado. Ativista do Bloco de Esquerda em Matosinhos. Escreve com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990

Só uma posição firme e concertada por parte dos países europeus e das democracias do mundo pode travar a insana voracidade imperialista dos aliados Trump e Putin.

A solidariedade internacionalista é uma formulação que nos deve confrontar permanentemente. Não é possível a qualquer ser humano, comunidade ou país viver sem interagir com os outros. O homem é um ser social e ao interagir com os outros conseguiu o conhecimento e a sobrevivência.

Só uma resposta combativa, unitária dos trabalhadores e do povo pode travar esta cavalgada de injustiças encetada pela política deste governo.

A vida humana é o bem mais precioso de todos e a paz uma condição indispensável para a sua manutenção e fruição. Lutemos por elas!

Pela primeira vez, na história da nossa democracia, a esquerda perdeu para a direita a maioria do eleitorado, e essa realidade tem que ser bem analizada.

As forças democráticas devem encarar formas de se oporem ao avanço da extrema-direita, na política, na sociedade, na cultura e na economia, em conjunto, sem preconceitos, ultrapassando diferenças e sectarismos.

Esta é a realidade do governo da AD, a destruição dos serviços públicos, e a inadmissível submissão às posições da extrema-direita. Será contra este estado de coisas que teremos que construir unidade na luta com todos os que assim quiserem, pela dignidade humana e pela Paz.

A democracia, sob pena de se autodestruir não pode aceitar as fórmulas neoliberais do individualismo e do egoísmo selvagens que procuram subverter tudo o que foi conquistado pelos trabalhadores, em termos de direitos do trabalho e do Estado Social.

O combate pela democracia e pela liberdade é o combate por um novo contrato social, que estabeleça a igualdade, o cuidado e o ambiente como princípios, contra o obscurantismo e o retrocesso, que faça valer a comunidade contra o egoísmo e a esperança contra o ressentimento.

Tomar conhecimento do passado e reflectir criticamente sobre o mesmo ajuda à consciência cidadã e à democracia, a prevenir-se contra os avanços da extrema-direita, que tudo fará para destruir o Estado Social pondo em causa os Direitos Humanos e a Justiça Social.